O árbitro de Beja tem memória de elefante para datas, resultados, marcadores e expulsões."O Fernando Couto é o caso mais sensacional que já vi: era problemático até dizer chega"
Com ele ninguém faz farinha. Da estreia, em Setembro de 1979, à despedida em, Fevereiro de 1996, é um dos árbitros mais temidos de sempre do campeonato nacional pelo seu ar decidido e atitude destemida. Uma leve apitadela de Veiga Trigo é o suficiente para pôr qualquer um em sentido. Seja ele Pimenta Machado seja Fernando Couto.
Boa tarde, é o Veiga Trigo?
Sim, diga.
Falamos do jornal i, está bom?
Óptimo, e o senhor?
Também bem, obrigado. Retirou-se do futebol há?
E não tenho saudades nenhumas, garanto-lhe. Há 17 anos que me desliguei do futebol.
Então porquê?
Simplesmente passa-me ao lado.
...
Não evoluiu, a confusão é a mesma de sempre. Os árbitros não evoluíram. Os estádios mudam, os clubes sobem e descem, mas não há maneira de mudar algumas mentalidades. Os árbitros, por exemplo, até já são pagos para treinar.
Como era no seu tempo?
Era eu que pagava o equipamento e os fatos de treinos. Ligavam-me a meio da semana a marcar o jogo do fim-de-semana e a dizer o nome do hotel, o resto era connosco. Tínhamos, eu e os meus assistentes, de fazer contas de cabeça para levar o carro daqui de Beja até à cidade em questão.
Se o jogo fosse lá em cima no domingo...
Saía daqui no sábado às 14 horas, com os meus assistentes.
E se fosse no sábado?
Tínhamos de sair na sexta às 17, mal acabasse o meu turno no emprego.
E o Veiga Trigo fazia o quê?
Trabalhava com peças aqui na concessionária da Ford de Beja. Veja isto: naquele tempo, início dos anos 80, a A1 ainda não estava construída, então a viagem para cima durava seis, sete horas. Quando a A1 ficou pronta, já só eram três horas e meia, quatro horas. Menos mal, mas era assim: telefonema para definir o jogo mais o hotel e depois desenrasquem-se.
E lembra-se do seu primeiro jogo?
Então não? Belenenses-Boavista [certo]. Ganhou 1-0 o Belenenses [certíssimo]. Logo ali tive o meu primeiro problema com um dirigente, o Valentim Loureiro. Na altura sentava-se no banco e veio protestar comigo no final do jogo. 'Tá a ver não 'tá? Por acaso [e começa a rir-se], tenho aqui umas fotografias desses protestos e sempre que as vejo lembro-me perfeitamente das palavras dele: "Mandam para aqui umas crianças..." Tinha 28-29 anos, era muito novo para apitar na 1.a divisão e ele saiu-se com essa.
Hum, problemas com dirigentes. Era comum?
Aqui e ali, nada de especial.
Mas com quem?
Olhe, o Pimenta Machado.
No início ou no fim de um jogo?
No intervalo de um Vitória de Guimarães-Benfica. Ele entrou no túnel a dizer--me 'vou abrir os portões para deixar entrar os índios' e eu respondi-lhe na hora 'veja lá se não leva com uma seta'. Tinha de ser assim, resposta na ponta da língua para eles verem quem mandava ali. Ganhava-se fama, boa fama.
Claro, claro, o árbitro é sempre um alvo fácil.
Pois. Salvo erro, ganhou o Benfica por 4-1 [o homem não falha]. Ao intervalo, 1-0 [jackpot].
E outros presidentes: João Rocha, Fernando Martins, Pinto da Costa...
O João Rocha sempre me tratou bem, impecável. Como o Fernando Martins. Zero de problemas, vozes pelo ar, palavras mal dirigidas. Nada. Com Pinto da Costa também não. Bem, só uma vez. Num Salgueiros-FC Porto, 0-0, em 1982, veio dizer-me que não tinha dado os descontos necessários. Mas eram coisas com que se lidava com facilidade, 'tá a ver? Eu achava-me com razão e pronto.
E quando não tinha?
Admitia o erro quando me voltasse a cruzar com esse alguém. E isso acontecia, claro. Pensamos que decidimos bem e de repente mudamos a forma de ver o lance no "Domingo Desportivo".
Estamos arrumados em matéria de presidentes. E treinadores?
Muitos e bons. Tive uma grande zanga com o Manuel José, por exemplo. Não me lembro do jogo [hãã, a sério?], mas ele protestou bastante e até ficámos sem nos falar um tempo. Era um jogo do Sporting, não me lembro de mais nada [amnésia?, no arquivo vemos só dois jogos entre Veiga Trigo e Manuel José: Marítimo, 0-0 nos Barreiros; Vitória, 3-1 em Guimarães]. Eu acompanhei a transição do Manuel José como jogador no Espinho, jogador-treinador do Espinho e depois só treinador do Espinho. Aliás, o meu segundo e terceiro jogos da 1.a divisão são com o Manuel José no Espinho: nos Barreiros e nas Antas [confere].
José Maria Pedroto?
Já o apanhei na fase final da carreira mas ainda assim há um episódio engraçado, curiosamente nesse FC Porto-Espinho do Manuel José. Está 3-0 ao intervalo e cai um nevoeiro daqueles na segunda parte. Da única câmara da RTP da bancada não se via nada. Nada mesmo. Valeu a câmara colocada ao nível do relvado. Bom, o jogo realizou-se e o Pedroto veio dar-me os parabéns pela arbitragem na segunda parte. Guardo as suas palavras: "Você devia era ir correr a maratona em vez de estar aqui atrás da bola e dos jogadores."
Mais jogos assim?
Assim? Olhe, o último jogo no pelado do Académico Viseu, com o Benfica. Lembro-me perfeitamente dos treinadores: Fernando Cabrita e Lajos Baroti [bate certo]. Zero-dois, golos de Nené e Filipovic [é um artista português].
...
Outro jogo. Em Novembro de 1982, um Rio Ave-Benfica. Quando cheguei ao estádio havia muito mais gente lá fora do que lá dentro. Natural. Quando entro no campo, aquilo estava tão cheio que os espectadores estavam colados às linhas do jogo. Interrompi o jogo aos cinco minutos, falei com a polícia e estabelecemos ali um perímetro para poder continuar sem sobressaltos. Mesmo assim, se se esticassem, as pessoas podiam tocar na bola num canto ou num lançamento lateral. Muito engraçado. Quando acabou, e o Benfica ganhou 1-0, por Nené, o Eriksson veio ter comigo, apertou-me a mão e disse-me que aquilo nunca aconteceria na Suécia.
Parece-me animado a recordar isso.
Sim, recordar é muito bom. Tenho saudades dos jogos às 3 da tarde. Tenho saudades do adepto do garrafão de vinho, com broa e presunto. Comiam, bebiam e entravam lá dentro para fazer a festa. Hoje não, há claques organizadas.
Por falar nisso, mais incidentes como os do Pimenta Machado?
Uma vez, na Póvoa de Varzim, pontapeiam a porta do nosso balneário a gritar "vamos chamar os ciganos". E eu, "quais, os que estão acampados lá fora a viver a sua vida tranquilamente ou os que estão aqui dentro?". Silêncio e fim da história.
Jogadores boa onda, havia?
Tantos! Manuel Fernandes, Shéu, Humberto Coelho...
E má onda?
O Porto tinha muitos [e ri-se]. O Jorge Costa... bem, mas o Fernando Couto é o caso mais sensacional que já vi: era problemático até dizer chega. Ainda hoje amigos em comum dizem-me "ó Veiga, ele fora do campo é o oposto". Acredito, claro, mas ele lá dentro era um caso sério, seriíssimo. Uma vez, Benfica-FC Porto, um Estádio da Luz cheio e vejo-o picado com o Mozer. Falo com eles e acalmo-os. Ou tento. Mal viro as costas, vejo uma agressão do Couto. Expulsei-o, não havia outra solução [agora é a nossa vez: Benfica 2-0, golos de Ailton e Rui Costa].
As agressões eram comuns?
Uiii, outro Benfica-Porto. Um lance de bola parada e, de repente, o Celso dá um murro no Carlos Manuel que ele até levantou os dois pés do chão.
Assim do nada?
Estavam picados, claro, mas aquilo foi repentino, do nada, sim. O Celso foi expulso e marquei penálti a favor do Benfica. Ainda hoje, se olhar bem para a maçã do rosto do Carlos Manuel, o lado esquerdo, digo, verá ainda ali um ferimento. Levou quatro ou cinco pontos.
Cinco, estou a ver aqui um jogo com cinco golos do Jordão...
Ah sim, 5-0 do Sporting ao Rio Ave, em Alvalade, num sábado à noite [assim é complicado].
Isso é memória de elefante.
Não é, não. É de árbitro.
E como se agarrou ao apito?
Eu jogava futebol.
Onde?
No Desportivo. De Beja, claro.
Em que posição?
Primeiro defesa-direito, depois guarda-redes.
Era bom?
Não dava uma para a caixa.
Daí a arbitragem?
Apitava jogos nas horas livres e fui apanhando o jeito. Mas arbitrava por instinto, nem sabia da existência de um livrinho das leis do jogo. Há aí muito bom jogador que ainda hoje não leu nem sabe disso. Como eu também não sabia. Bom, um belo dia, o presidente do conselho de arbitragem de Beja ofereceu-me esse livrinho e abandonei os juniores do Desportivo, aos 17 anos, para ser árbitro a tempo inteiro.
Lembra-se da estreia?
Claro, tinha vindo de dois anos em Angola como militar. Cheguei a Portugal numa segunda-feira e apitei no domingo seguinte.
Que jogo?
Um dos juniores, em Moura, com o Despertar de Beja. Depois...
Jogos internacionais?
Eram tempos difíceis. Portugal era um país tão pequeno que não tinha assim muitos árbitros na UEFA. Era o tempo do Carlos Valente. Fui muitas vezes fiscal-de-linha dele.
E é mais difícil ser-se fiscal-de-linha...?
É muito mais fácil ser-se árbitro. Para fiscal-de-linha, temos de ganhar umas rotinas muito específicas.
E antes do Carlos Valente?
Era o Rosa Santos, também aqui de Beja. Quando ele subiu a internacional em vez de mim amuei [começa a rir-se] e fui jogar futebol para o Alvorada FC. Era médio e até marquei uns golos, veja lá bem.
Isso foi quando?
1984. Depois o Adriano Pinto entrou para a federação de arbitragem e falou comigo para regressar. Aceitei.
Tem noção de que o Benfica nunca perdeu em casa consigo a apitar?
Calma aí, o Benfica nunca perdeu na Luz, mas já perdeu em casa emprestada: nas Antas, 1-0 do Vitória de Setúbal, golo de Aparício. Em 1987, o treinador do Vitória era o Malcolm Allison, aquele campeão pelo Sporting em 1982.
Curioso falar do Sporting. Também nunca perdeu consigo em casa (14 vitórias e um empate, vs. Beira-Mar).
Mas olhe que o Sporting perdeu comigo fora de Alvalade... deixe cá ver? 3-0 do Amora [1981], 2-0 do Penafiel [1984], 3-1 do Vitória de Guimarães [1986].
E nas Antas?
O Mourinho Félix ganhou lá pelo Rio Ave, 2-1 em 1981. E ainda apitei três clássicos. Duas vitórias, 2-0 ao Sporting em 1982 e 1-0 de Timofte ao Benfica em 1992, e um 1-1 com o Sporting em 1994.
Os clássicos eram o grande desafio?
A Taça de Portugal é que era o melhor momento. Pelo estatuto da final e pelo Jamor.
Foi a quantas?
Duas, e seguidas. Em 1992, Boavista-FC Porto 2-1. Em 1993, Benfica-Boavista 5-2.
Não foi nessa última que até expulsou um jogador...
Do banco de suplentes do Boavista.
Isso.
O guarda-redes Alfredo. Esse também era fresco [e ri-se].
in iOnline.pt
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Entrevista a Veiga Trigo, antigo árbitro do futebol Português
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Causas e efeitos da Mistica (ou falta dela)
O futebol é o mais feminino dos temas assexuados.
É certo e sabido que, no que toca ao futebol, a isenção é uma quimera só comparável à de transformar um político num animal honesto, sobretudo quando toca à rivalidade comparativa da grandeza dos clubes. Neste particular a verdade é volúvel, mudando de padrão na perspectiva das lentes com as quais se enxergam os factos, numa cegueira generalizada que radica dos fundilhos da alma, onde a razão é mais fina e por isso, mais vulnerável ao desgaste da paixão.
Por mais "isentos" que sejamos e por mais redutora que seja a nossa clubite superlativa, nada obsta a que se use do bom senso quando nos prestamos a verberar sobre virtudes e defeitos dos nossos mais que tudo (É verdade mulheres, por mais que vos doa, o clube é a ultima coisa que trocaremos num momento de crise sentimental).
Consideremos o FC Porto e o SL Benfica, as duas e únicas - Mesmo! Por mais que outros penetras peçam meças a essa condição - superpotências internas no que toca ao futebol. Época após época, no intervalo dos jogos, vai-se entretendo o andor nos painéis de sábios, opinadores e demais paineleiros, que se multiplicam pelos diversos órgãos de difusão da palavra, como fungos em ramo verde, dissertando sobre poderes hegemónicos por entre teorias mais ou menos conspiratórias ou simplesmente alegóricas para mostrar que a sua virtude é maior do que a do vizinho. E é aqui que a porca torce o rabo. Como meninos crescidos, todos devíamos saber que quantidade não é necessariamente qualidade. De que vale ter o proveito sem aproveitar a fama?...
No que toca a números, é por demais evidente a supremacia do Porto nos últimos trinta anos, relativamente ao Benfica, como também não deixa de ser verdade que até essa fronteira temporal foi dos encarnados essa supremacia.
Debruçemo-nos pois sobre as razões que conduziram à troca de testemunhos na posição charneira do futebol português. Mais do que questiúnculas de secretaria, de lobbys ou de fruta fresca ("sei que não vou por aí"...) as evidências confirmam que existe um pormenor que vai fazendo a diferença quando se trata de enunciar a força motriz que conduz à vitória. A mística é a identidade de um clube, radicada no espirito de grupo, na ambição e no carácter.
A mística não nasce das árvores nem se compra nos bancos ou nos investidores, não nasce de geração expontãnea nem se importa da América do Sul. Nasce das memórias e dos exemplos transmitidos de dentro para fora no confronto natural de gerações que se substituem na condição de transmissores dos valores.
![]() |
| Vítor Paneira |
Até final dos anos 80, os planteis de FC Porto e SL Benfica eram eminentemente compostos por jogadores portugueses que se perpetuavam no clube como faces visíveis do "ser portista" ou do "ser benfiquista", comandados por direcções competentes e conhecedoras das sensibilidades próprias do meio ambiente futebolístico. A década seguinte porem marcou uma viragem profunda neste cenário de equilíbrio de valores. A par com a liberalização do mercado e a consequente sociedade das nações em que transformou o jogo, o Benfica mergulhou no degredo profundo para o qual foi conduzido pós João Santos, por sucessivas direcções descabeladas e incompetentes ou à mercê de chicos espertos de ocasião que transformaram o clube numa agremiação descaracterizada e à deriva. Foram-se os dedos e os aneis. Os planteis perderam os exemplos internos e a mistica transformou-se numa mera alusão temporal.
Se na ultima década o clube voltou a navegar em águas tranquilas e a bater-se por essa hegemonia, não deixa de ser verdade que a mística vencedora não passa ainda de uma esperança encarnada, com muito para andar até se sedimentar na própria história do clube. Mas para arrepiar caminho importa não alimentar a saciedade com desculpas redutoras como arbitragens e sorte, é que uma mentira repetida muitas vezes, transforma-se em verdade, veja-se o caso do Sporting.
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Portugal fora do TOP 10 do ranking da FIFA
Portugal está fora do TOP 10 do ranking oficial da FIFA, pela primeira vez desde 2009 que tal não acontecia, altura, em que Portugal ocupava a modesta 17.ª posição.
Ora, como normalmente ninguém percebe como se apuram as posições neste tipo de rankings, deixo aqui uma breve explicação de como se processam as contas.
A lógica por trás dos cálculos é simples: as selecções que se dão bem no futebol mundial ganham pontos que lhes permitem subir no ranking.
A pontuação total de uma selecção num período de quatro anos é definida por meio da soma da média de pontos ganhos em jogos disputados nos 12 últimos meses e da média de pontos ganhos em jogos que ocorreram há mais de 12 meses (a qual se deprecia anualmente).
Cálculo de pontos de uma partida
A pontuação que pode ser ganha em um jogo depende dos factores a seguir:
• o resultado, desde que vitória ou empate (R);
• a importância do jogo (desde um amigável até uma partida do Campeonato do Mundo da FIFA) (I);
• a força da selecção adversária com base na pontuação no ranking e na confederação continental à qual pertence? (S e C).
Estes factores são conjugados na fórmula a seguir para a obtenção da pontuação total (P).
P = R x I x S x C
Os critérios a seguir são aplicados para o cálculo de pontos:
R: Pontos pelo resultado da partida
As selecções ganham três pontos por vitória, um por empate e nenhum por derrota. Em uma decisão por penaltis, o vencedor leva dois pontos, e o perdedor, apenas um.
I: Importância da partida
Amistoso (e competições de pequeno porte): I = 1,0
Eliminatórias para Copa do Mundo da FIFA ou para o principal torneio de cada confederação: I = 2,5
Copa das Confederações da FIFA ou principal torneio de cada confederação: I = 3,0
Campeonato do Mundo: I = 4,0
S: Força da selecção adversária
A força do adversário é definida por um número proporcionalmente inverso à sua posição no ranking, subtraindo-se de um total de 200 pontos o número correspondente à classificação. Ou seja, a selecção que ocupa a 14.ª posição tem 186 pontos de força, a selecção que ocupa a 51.ª posição tem 149 pontos de força, e assim por diante.
Como uma excepção à fórmula, a selecção líder do ranking sempre tem 200 pontos de força, e os países abaixo da posição 150 têm um valor mínimo de 50 pontos de força. A posição levada em conta é a publicada na edição mais recente do Ranking Mundial da FIFA.
C: Força da confederação continental
Para o cálculo referente a partidas entre selecções de diferentes confederações continentais, é usado o valor médio entre as confederações às quais pertencem as duas selecções. A força de uma confederação é calculada com base no número de vitórias das suas selecções nas três últimas edições do Campeonato do Mundo da FIFA. Os valores são os seguintes:
UEFA/CONMEBOL 1,00
CONCACAF 0,88
AFC/CAF 0,86
OFC 0,85
Ora, como normalmente ninguém percebe como se apuram as posições neste tipo de rankings, deixo aqui uma breve explicação de como se processam as contas.
A lógica por trás dos cálculos é simples: as selecções que se dão bem no futebol mundial ganham pontos que lhes permitem subir no ranking.
A pontuação total de uma selecção num período de quatro anos é definida por meio da soma da média de pontos ganhos em jogos disputados nos 12 últimos meses e da média de pontos ganhos em jogos que ocorreram há mais de 12 meses (a qual se deprecia anualmente).
Cálculo de pontos de uma partida
A pontuação que pode ser ganha em um jogo depende dos factores a seguir:
• o resultado, desde que vitória ou empate (R);
• a importância do jogo (desde um amigável até uma partida do Campeonato do Mundo da FIFA) (I);
• a força da selecção adversária com base na pontuação no ranking e na confederação continental à qual pertence? (S e C).
Estes factores são conjugados na fórmula a seguir para a obtenção da pontuação total (P).
P = R x I x S x C
Os critérios a seguir são aplicados para o cálculo de pontos:
R: Pontos pelo resultado da partida
As selecções ganham três pontos por vitória, um por empate e nenhum por derrota. Em uma decisão por penaltis, o vencedor leva dois pontos, e o perdedor, apenas um.
I: Importância da partida
Amistoso (e competições de pequeno porte): I = 1,0
Eliminatórias para Copa do Mundo da FIFA ou para o principal torneio de cada confederação: I = 2,5
Copa das Confederações da FIFA ou principal torneio de cada confederação: I = 3,0
Campeonato do Mundo: I = 4,0
S: Força da selecção adversária
A força do adversário é definida por um número proporcionalmente inverso à sua posição no ranking, subtraindo-se de um total de 200 pontos o número correspondente à classificação. Ou seja, a selecção que ocupa a 14.ª posição tem 186 pontos de força, a selecção que ocupa a 51.ª posição tem 149 pontos de força, e assim por diante.
Como uma excepção à fórmula, a selecção líder do ranking sempre tem 200 pontos de força, e os países abaixo da posição 150 têm um valor mínimo de 50 pontos de força. A posição levada em conta é a publicada na edição mais recente do Ranking Mundial da FIFA.
C: Força da confederação continental
Para o cálculo referente a partidas entre selecções de diferentes confederações continentais, é usado o valor médio entre as confederações às quais pertencem as duas selecções. A força de uma confederação é calculada com base no número de vitórias das suas selecções nas três últimas edições do Campeonato do Mundo da FIFA. Os valores são os seguintes:
UEFA/CONMEBOL 1,00
CONCACAF 0,88
AFC/CAF 0,86
OFC 0,85
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Estrelas d'hoje no tempo de antigamente #1
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Táctica de jogo
Num plano meramente teórico dir-se-à que as lesões de Gaitan e Salvio permitirão ao Benfica reequilibrar-se tacticamente.
Na ausência dos seus habituais flanqueadores ofensivos, Jesus poderá encostar Enzo Perez à direita do meio campo, recorrendo a Fejsa para a posição 6, de forma a permitir o adiantamento de Matic na posição anteriormente ocupada pelo argentino. Desta forma, o Benfica não perderá a sua identidade e ganhará consistência no meio campo através do dinamismo eventual de três homens com capacidade de recuperação e preenchimento de espaços, mantendo a profundidade atacante que lhe é exigível.
A inclusão de Cardozo (de proscrito a titular no espaço de uma semana) devolverá Lima à sua posição de conforto no apoio ao "pinheiro", deambulando por toda a frente de ataque com o seu dinamismo e capacidade de penetração nos espaços. O único senão à explanação destas conjecturas prende-se com recolocação de Markovic na extrema esquerda perdendo com isso a influência que parece exercer com mais equidade quando colocado no centro do terreno. No entanto a sua condição de fora-de-série permite-lhe-à, por certo, disfarçar eventuais transtornos com a sua inteligência e criatividade, em movimentos interiores tão a contra-gosto das defesas, pouco habituadas a desposicionamentos tácticos como estas diagonais.
Não sendo, por força das circunstâncias, um jogador eminentemente de ala, Markovic não terá tanta capacidade natural para dar profundidade atacante, cabendo a Siqueira essa missão, tarefa para a qual parece devidamente habilitado, a não ser que venha a ser infectado pelo vírus da mediocridade que à tantos anos firmou habitat pela franja esquerda do tapete verde da Luz.
No fundo no fundo e porque no futebol a lógica é uma banana, nenhuma táctica ou jogadores terá cabimento sem as tão faladas dinâmicas colectivas o que, trocado por miúdos, mais não é do que raça, querer e ambição, com as quais se ganham os jogos e os campeonatos e... vencem-se fantasmas.
Na ausência dos seus habituais flanqueadores ofensivos, Jesus poderá encostar Enzo Perez à direita do meio campo, recorrendo a Fejsa para a posição 6, de forma a permitir o adiantamento de Matic na posição anteriormente ocupada pelo argentino. Desta forma, o Benfica não perderá a sua identidade e ganhará consistência no meio campo através do dinamismo eventual de três homens com capacidade de recuperação e preenchimento de espaços, mantendo a profundidade atacante que lhe é exigível.
A inclusão de Cardozo (de proscrito a titular no espaço de uma semana) devolverá Lima à sua posição de conforto no apoio ao "pinheiro", deambulando por toda a frente de ataque com o seu dinamismo e capacidade de penetração nos espaços. O único senão à explanação destas conjecturas prende-se com recolocação de Markovic na extrema esquerda perdendo com isso a influência que parece exercer com mais equidade quando colocado no centro do terreno. No entanto a sua condição de fora-de-série permite-lhe-à, por certo, disfarçar eventuais transtornos com a sua inteligência e criatividade, em movimentos interiores tão a contra-gosto das defesas, pouco habituadas a desposicionamentos tácticos como estas diagonais.Não sendo, por força das circunstâncias, um jogador eminentemente de ala, Markovic não terá tanta capacidade natural para dar profundidade atacante, cabendo a Siqueira essa missão, tarefa para a qual parece devidamente habilitado, a não ser que venha a ser infectado pelo vírus da mediocridade que à tantos anos firmou habitat pela franja esquerda do tapete verde da Luz.
No fundo no fundo e porque no futebol a lógica é uma banana, nenhuma táctica ou jogadores terá cabimento sem as tão faladas dinâmicas colectivas o que, trocado por miúdos, mais não é do que raça, querer e ambição, com as quais se ganham os jogos e os campeonatos e... vencem-se fantasmas.
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