sábado, 9 de novembro de 2013

Sem Espinhas



Esta noite, Benfica e Sporting foram muito superiores ás desculpas rasteiras com que alguns teimam em recusar as evidências. Grande jogo! Espectáculo do principio ao fim, incerteza no resultado, entrega total e... sete golos, sete. 

Os jogadores de Benfica e Sporting foram grandes na verdadeira proporção dos emblemas que representam e não merecem que se lhes falte ao respeito com comentários sobre poderes instalados, benefícios e outras dores de corno que nestas alturas são bramidas por quem gosta menos de futebol do que dos clubes. Talvez isto explique o desinteresse generalizado que o desporto rei vai tendo em Portugal. Depois não se queixem de estádios ás moscas já que a merda vai sendo a mesma mesmo entre aqueles que debutam no fenómeno e de quem se esperaria uma mentalidade diferente (não é Bruno de Carvalho?).

Mas falemos de futebol e deixemos as banalidades para os génios do dirigismo desportivo...
Como tinha previsto, um golo cedo redundou num jogo disputado num ritmo vertiginoso, com os golos a sucederem-se de ambos os lados à medida da inspiração de uns e do desacerto de outros. No Capítulo dos erros, o Benfica, se preciso fosse, provou à saciedade um defeito demasiado evidente e que põe em causa todo o esforço colectivo. As bolas paradas defensivas são por estes dias o calcanhar de aquiles da turma da Luz e não adianta JJ tentar tapar o sol com a peneira, minimizando esta evidência nas conferências de imprensa. Convém arrepiar caminho e alterar o sistema nas bolas paradas, quer a nível defensivo quer no ataque onde os marcadores de canto parecem não ter um critério definido para a transformação desses lances.

Da parte do Sporting, mais uma grande exibição, sobretudo a partir do segundo, golo que fez a equipa acreditar e levar o jogo para prolongmento. Mérito total para Leonardo Jardim que vai dando mostras de elevada competência na forma como estrutura a equipa e lhe vai inventando soluções ao longo do jogo. Se no Benfica o problema defensivo se prende com questões de natureza táctica, da parte do Sporting as lacunas parecem de ordem individual.  Falta a esta equipa um grande central, que seja líder e com elevada competência técnica. Se o descobrir será um caso sério para o futuro. 

No fim de 120 minutos, na memória ficará mais um grande confronto entre eternos rivais e a dignificação da modalidade. pena é que estes jogos sejam uma excepção e não a regra. Mas não há espaço para todos, para vendedores de banha da cobra e para os artistas. Quando se limpar a escória que são aqueles que não sabem perder nunca se descobrirá o encanto de jogar para ganhar. Não é?

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

Benfica: 7
Sporting: 7

Homem do jogo: Cardozo


Luta de classe(s) - Previsão para o dérbie



Taça de Portugal
Estádio da Luz
Benfica vs Sporting

Costuma dizer-se que os derbies são ganhos por quem está pior. Se tal fosse verdade, que não é, o Benfica vs Sporting desta noite, terminaria empatado. A juntar à posição de ambas as equipas na tabela classificativa da Liga, está o bom momento e a qualidade de jogo que os leões têm exibido e a exibição animadora das águias na Grécia, não obstante a derrota averbada, o que equivale por dizer que nenhum dos dois rivais tem desculpas para choradinhos ou para esconder a cabeça no chão.

Num jogo de tudo ou nada, as duas equipas terão que arriscar mais, sem comprometer o equlibrio defensivo, apostando  na pressão intensa a meio campo e nas saídas para o ataque em transições rápidas, 

A primeira parte será determinante para a definição da qualidade do jogo. Se alguma das equipas marcar nos primeiros 45 minutos,  o jogo tornar-se-à aberto sendo previsível que aconteçam muitos golos. De contrário, com menos tempo para assumir riscos, as equipas tenderão a resguardar-se, à espera do erro adversário e o prolongamento poderá ser uma realidade. 

Se Cardozo estiver recuperado, é bem provável que o Benfica apresente um onze inicial muito semelhante ao que apresentou em Atenas, com a única dúvida a recair sobre o titular no lado direito da defesa. 

Onze provável: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay, Sílvio; Matic, Enzo Perez, Ruben Amorim, Gaitán; Markovic; Cardozo

Da parte do Sporting também não é previsível que Leonardo Jardim altere a identidade da equipa, apostando no habitual 4:3:3, rigorosa no posicionamento táctico e criteriosa no aproveitamento das jogadas de ataque.



Onze provável: Rui Patricio; Cédric, Maurício, Rojo, Jefferson; William Carvalho, André Martins, Adrian; Carrillo, Capel; Montero.

Que seja um grande espectáculo e com golos (muitos). Ámen!



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Onze ideal da Liga Zon Sagres

Quase no fim do primeiro terço do campeonato, é tempo de escolher um onze tipo, de entre os jogadores que mais se destacaram nesta tragicomédia em três actos que é a primeira Liga, onde a emoção dos estádios vazios é substituída pela alocução risível dos enfatuados líderes sem projecto desta merda de campeonato, afoitos como parasitas ás voltas de ossos secos. (Desculpem a flatulência. Foi um descuido). Valham-nos os artistas para salvar a honra do convento.

Como não há barco sem timoneiro, escolhemos também o treinador que mais se destacou neste período.

Sirvam-se…

TR: João de Deus (Gil Vicente)

GR: Adriano (Gil Vicente)



DD: Danilo (FC Porto)

DE: Alex Sandro (FC Porto)

DC: Paulo Oliveira (Vitória Gui.)


DC: Ruben Vezo (Vitória Set.)


M: William Carvalho (Sporting)


M: Tarantini (Rio Ave)


M: Evandro (Estoril)


AVA: João Pedro (Belenenses)

AVA: Derley (Maritimo)


AVA: Montero (Sporting)














terça-feira, 5 de novembro de 2013

Roberto 1-0 Benfica


Após a melhor exibição da época, o Benfica acaba por revisitar uma epífania de insucesso e frustração naquele que terá sido o jogo da vida de Roberto. 

Conscientes da importância desta partida para o seu futuro na Liga dos Campeões, os encarnados entraram em campo a pressionar o adversário na sua primeira linha de construção, coartando dessa maneira a iniciativa de jogo aos gregos. Porém, o destino tem destas coisas e, na única vez em conseguiu chegar à área, o Olympiacos viria a marcar, fruto de um erro de marcação do Benfica, na transformação de um canto.

Os "portugueses" não baixaram os braços e continuaram firmes no seu propósito de dar banho aos gregos, repetindo as incursões à área adversária e as oportunidades de golo que esbarravam, invariávelmente, no inconformismo do guarda redes espanhol. 

O segundo tempo começou com (mais!) uma oportunidade gloriosa por parte de Markovic, a servir de cartão de visita para a continuação das sevícias lusitanas (aqui está um bom título para um filme de Sá Leão) mas sempre com um muro das lamentações (made in Espanha) a erguer-se a cada investida.  

O futebol é uma modalidade de sortilégios. A única equipa que atacou, perdeu. Roberto defendeu tudo e nem por uma vez abriu a capoeira (?). 

Mas nem só de azar se explica o infortúnio benfiquista mas também de muita incompetência na finalização. Não basta saber jogar (e muito), há que saber concluir com eficácia todo o esforço colectivo. 

Outro bom sinal a reter deste jogo prende-se com a excelente resposta que a equipa deu ao jogar com um sistema privilegiando a utilização de três médios na faixa central do meio campo. A repetir-se o processo, a tripla, Matic, Perez, Amorim, Lda. promete dar que falar no renascimento do Benfica. 

O Benfica perdeu mas ganhou uma equipa. Prefiro esta frase feita do que as vitórias morais.

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

Olympiacos: 6
Benfica: 8

Homem do jogo: Roberto




CR Bianconero e a culpa de um Chileno



A propósito do embate entre a Juventus e o Real Madrid desta semana para Champions…

Reza a lenda que em 2003, em plena pré-temporada e em vésperas do célebre confronto entre o Sporting e o Manchester United, que encantou os reds e os levou a avançar para a contratação do prodígio madeirense, uma velha senhora, aristocrática, de sotaque italiano esteve prestes a levar o borbulhento pós adolescente para Turim.

A revelação foi feita por Luciano Moggi, ex-dirigente da Juventus e que na altura ocupava o cargo de director desportivo.

"Tinhamos tudo assinado com o Sporting Lisboa. Acertamos uma troca entre Cristiano e Marcelo Salas, que aceitou o negócio, e depois fomos a Portugal para fechar o acordo, mas ele desistiu e preferiu o River Plate da Argentina." Afirmou Moggi em declarações ao Sphera Sports.

A Juve sabia que Salas era sua única esperança de conseguir um negócio devido a falta de fundos nos cofres do clube, mas o chileno estava com a cabeça feita e a América do Sul era o seu destino, deixando Ronaldo em Lisboa.

"Foi aí que o Manchester interveio," continuou Moggi. "Eles ofereceram milhões e nós não tivemos o dinheiro para competir, então tivemos de cancelar o contrato. Cristiano Ronaldo poderia ter vindo para a Juventus quanto tinha 18 anos."

Sendo assim, os adeptos do Manchester United deviam erigir uma estátua a Marcelo Salas e exibi-la ao lado do mítico treinador escocês, pois, terá sido graças a ele que o destino juntou Ronaldo a Sir Alex numa união feliz que rendeu ao português, no periodo em que jogou na Velha Albion, 118 golos em 282 jogos com o jersey do Manchester United, incluindo 42 em 49 partidas no ano em que ganhou a Bola de Ouro da Fifa, convencendo o Real Madrid a dispender 94 milhões de euros para investir na superestrela e elevá-lo a um nível ainda maior.

Fonte: Goal.com
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