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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Queridos inimigos

A propósito do Sporting vs FC Porto.

Se há jogos que ambas as equipas gostariam de evitar se pudessem, este seria um desses. Uma das equipas, ou ambas, irá perder pontos e isso é mau, se o Benfica cumprir a obrigação e arrecadar a vitória ao maior clube da Marinha Grande. É mau para o orgulho de uma imensa nação anti-benfiquista, por terem de gladiar entre si como dois primos partilhando a mesma meretriz. Mau por não puderem (quem sabe) culpar a sombra vermelha pelos pecados de arbitragem que provavelmente irão acontecer. Pelo menos vão puder dar os braços numa fraterna cumplicidade enquanto vomitam cânticos anti-benfiquistas e nem tudo será mau.

Muito se tem falado da qualidade exibicional da equipa do Sporting nesta época, o dobro do que lhe assistíramos em 2010/2011, mas deixemos-nos de falsa modéstia, por respeito aos jogadores  e à equipa técnica, pois se jogasse o dobro de nada, nada seria. Pelo menos andarão a jogar a 120, dentro dos limites impostos pela imaturidade própria de quem anda a Cerelac. A responsabilidade desta transcendência, diz a maioria, é de Domingos, a principal aquisição do clube, mas não será bem assim. 

Para mim, as principais aquisições do Sporting são Luis Duque e Carlos Freitas. O primeiro, com provas dadas na primeira passagem por Alvalade mas, principalmente, no Braga, mostra ser um profundo conhecedor do mercado, descobrindo jogadores a preço de custo nas mais variadas latitudes. O segundo, velho conhecido dos bastidores da Liga e dos seus interpretes, hábil na manipulação de influências, de forma a salvaguardar os "interesses" leoninos - Não é à toa que de uma época para outra o Sporting tenha deixado de ser "perseguido" passando a "perseguidor". Juntos são os verdadeiros obreiros da edificação do novo rosto Leonino, mais do que o treinador, os médios ou o ponta-de-lança. Penso eu de que...







terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Burro pensador


Vítor Pereira: «Perdemos quase inexplicavelmente»


Hapoel 2-1 FC Porto (4ª jornada da Liga dos Campeões)

De facto o segredo talvez pudesse ter sido a palavra quase, não fosse o jogo ter sido transmitido em directo pela RTP e mostrado que a frase não só foi construída numa perspectiva surreal como utilizou o sujeito errado.  A bem dizer, se o Porto quase tivesse empatado este jogo, estas palavras teriam outra veracidade se ditas pela boca do treinador dos Cipriotas: "Perdemos quase inexplicavelmente três pontos".

Quer se queira quer não o Hapoel fez um bom jogo, ciente das suas limitações mas bem arrumado tacticamente e a saber explorar a falta de agressividade dos portistas. Assim, mais penalty menos penalty (se o dos Cipriotas foi duvidoso o dos portugueses não existiu) o resultado foi justo. Um prémio para os que se esforçam pelos seus objectivos em detrimento da vaidade e da preguiça daqueles que pensam  que,  bastam as camisolas  para ganhar os jogos. A Pensar morreu um burro lá diz o povo e com razão. Deus te abençoe oh Vítor. 


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Colecção Outono-Inverno 2011/2012

Vejamos, a liga ainda nem chegou ao primeiro terço e já abriu o leilão de hipotéticas contratações para a janela de mercado de Janeiro. Basta navegar pelos diversos sites dedicados ao futebol para dar de caras com as "promessas" do futuro num presente que antes de o ser, já era. São as regras do mercado dirão os versados  nesta peculiar economia onde o dinheiro continua a palpitar nos bolsos obscuros dos investidores que o sustentam. 

Qualquer dia quando formos ao estádio ver um jogo da nossa equipa do coração, corremos o risco de assistir a um interlúdio cómico entre o momento do anúncio das equipas iniciais e a linha que efectivamente entra em campo. Nesse intervalo de tempo, é bem capaz de surgir um rumor na imprensa do género, fulano de tal é pretendido pela equipa X. Entretanto, enquanto as claques fazem a festa e gritam o nome do seu craque favorito, os dirigentes desse clube têm tempo de apanhar o avião para a terra prometida, estabelecer as costumeiras conversações, colocar o preto no branco e regressar a tempo para o jogo com a "promessa" debaixo do braço, equipar o menino a rigor, apresentá-lo à imprensa, enviá-lo para o campo antes do apito inicial e siga a marinha. Rei morto rei posto. A malta quer é ver a sua equipa a ganhar mesmo que nunca venha a ter tempo de decorar o nome dos "seus" ídolos e no fim do jogo quando forem à procura do seu nome nos jornais, poderão muito bem ficar sem saber que aquela "promessa" antes de o ser já era. 

São as regras do mercado. O dinheiro tem que circular o que, por acaso, rima com lavar, conjugação muito usada nos meandros da sociedade a coberto da "cegueira" dos senhores que mandam no pagode dos milhões, num alegre conluio com a justiçazinha dos Homens. Talvez os mesmos milhões que vão sendo subtraídos à economia Europeia por uma espécie sem rosto à qual se convencionou chamar de "Investidores". Enfim, regras são regras e tudo isto talvez não passe de uma teoria da conspiração.    



"Nicolás Colazo, médio argentino do Boca Juniors, é apontado esta quarta-feira como possível reforço do Benfica." - In A Bola (25.10.2011)






"O AC Milan pode avançar para a contratação de Fernando já na reabertura de mercado" - In A Bola (25.10.2011)
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