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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Roberto 1-0 Benfica


Após a melhor exibição da época, o Benfica acaba por revisitar uma epífania de insucesso e frustração naquele que terá sido o jogo da vida de Roberto. 

Conscientes da importância desta partida para o seu futuro na Liga dos Campeões, os encarnados entraram em campo a pressionar o adversário na sua primeira linha de construção, coartando dessa maneira a iniciativa de jogo aos gregos. Porém, o destino tem destas coisas e, na única vez em conseguiu chegar à área, o Olympiacos viria a marcar, fruto de um erro de marcação do Benfica, na transformação de um canto.

Os "portugueses" não baixaram os braços e continuaram firmes no seu propósito de dar banho aos gregos, repetindo as incursões à área adversária e as oportunidades de golo que esbarravam, invariávelmente, no inconformismo do guarda redes espanhol. 

O segundo tempo começou com (mais!) uma oportunidade gloriosa por parte de Markovic, a servir de cartão de visita para a continuação das sevícias lusitanas (aqui está um bom título para um filme de Sá Leão) mas sempre com um muro das lamentações (made in Espanha) a erguer-se a cada investida.  

O futebol é uma modalidade de sortilégios. A única equipa que atacou, perdeu. Roberto defendeu tudo e nem por uma vez abriu a capoeira (?). 

Mas nem só de azar se explica o infortúnio benfiquista mas também de muita incompetência na finalização. Não basta saber jogar (e muito), há que saber concluir com eficácia todo o esforço colectivo. 

Outro bom sinal a reter deste jogo prende-se com a excelente resposta que a equipa deu ao jogar com um sistema privilegiando a utilização de três médios na faixa central do meio campo. A repetir-se o processo, a tripla, Matic, Perez, Amorim, Lda. promete dar que falar no renascimento do Benfica. 

O Benfica perdeu mas ganhou uma equipa. Prefiro esta frase feita do que as vitórias morais.

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

Olympiacos: 6
Benfica: 8

Homem do jogo: Roberto




CR Bianconero e a culpa de um Chileno



A propósito do embate entre a Juventus e o Real Madrid desta semana para Champions…

Reza a lenda que em 2003, em plena pré-temporada e em vésperas do célebre confronto entre o Sporting e o Manchester United, que encantou os reds e os levou a avançar para a contratação do prodígio madeirense, uma velha senhora, aristocrática, de sotaque italiano esteve prestes a levar o borbulhento pós adolescente para Turim.

A revelação foi feita por Luciano Moggi, ex-dirigente da Juventus e que na altura ocupava o cargo de director desportivo.

"Tinhamos tudo assinado com o Sporting Lisboa. Acertamos uma troca entre Cristiano e Marcelo Salas, que aceitou o negócio, e depois fomos a Portugal para fechar o acordo, mas ele desistiu e preferiu o River Plate da Argentina." Afirmou Moggi em declarações ao Sphera Sports.

A Juve sabia que Salas era sua única esperança de conseguir um negócio devido a falta de fundos nos cofres do clube, mas o chileno estava com a cabeça feita e a América do Sul era o seu destino, deixando Ronaldo em Lisboa.

"Foi aí que o Manchester interveio," continuou Moggi. "Eles ofereceram milhões e nós não tivemos o dinheiro para competir, então tivemos de cancelar o contrato. Cristiano Ronaldo poderia ter vindo para a Juventus quanto tinha 18 anos."

Sendo assim, os adeptos do Manchester United deviam erigir uma estátua a Marcelo Salas e exibi-la ao lado do mítico treinador escocês, pois, terá sido graças a ele que o destino juntou Ronaldo a Sir Alex numa união feliz que rendeu ao português, no periodo em que jogou na Velha Albion, 118 golos em 282 jogos com o jersey do Manchester United, incluindo 42 em 49 partidas no ano em que ganhou a Bola de Ouro da Fifa, convencendo o Real Madrid a dispender 94 milhões de euros para investir na superestrela e elevá-lo a um nível ainda maior.

Fonte: Goal.com

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Benfica a meter água


Liga dos Campeões (3ª jornada do Grupo C)

Benfica 1-1 Olympiacos

Ironicamente a chuva foi o melhor que podia ter acontecido ao Benfica neste jogo e não me estou a referir ao lance em que o Olympiacos podia ter sentenciado o jogo, na segunda parte, quando vencia por 1-0. 

Enquanto foi possível jogar à bola, foram os gregos a mostrar mais qualidade de jogo, com mais intensidade e capacidade de pressão a meio campo, circulando a bola a toda a largura do terreno, procurando movimentos de ruptura a partir das alas e especialmente com a acção do seu ponta de lança Mitroglu que recuava para tabelar e aparecer na área. 

O Benfica só existiu até aos quinze minutos, sucumbindo de seguida, com um estertor vago de um moribundo. Era uma equipa amorfa, sem intensidade, perdendo quase todos os lances divididos, sem ninguém que pegasse no jogo. Como se não bastasse, o golo do Olympiacos surgiu a partir de uma perda de bola de Matic, que terá sido o pior jogador em campo. O que se passa com este jogador? Outrora lutador inesgotável hoje vogando em campo de uma forma indolente, quase contrariado. Desvendar o mistério do Sérvio será desvendar as vicissitudes deste Benfica titubeante e tristonho. 

Ao subir ao relvado para o segundo tempo, os jogadores encarnados acharam-se num pântano onde o futebol não seria mais do que uma figura de estilo. Num acaso (in)feliz, a desculpa perfeita para o insucesso. 
Sem a responsabilidade de mostrar aquilo que tem mantido cativo esta época, os jogadores do Benfica enfrentaram o que restava do jogo como uma espécie de terapia, expurgando as suas maleitas numa luta desenfreada por se manter à tona de água enquanto tentavam empurrar a bola para a baliza. 

O empate final (Cardozo) acabou por ser um mal menor numa exibição tão escura como a noite. O Benfica reza por mais diluvios assim para poder mascarar a realidade... e já agora que Roberto não se lesione para o jogo de Atenas.

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

Benfica: 5
Olympiacos: 7

Homem do jogo: Mitroglu

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Inqualificável

PSG - Benfica
3-0

Mau. Indigno. Paupérrimo. Vergonhoso. Sem carácter. Frouxo. Medíocre. Risível. Inadmissível. Horrível. Ordinário. Insignificante. Meão. Péssimo. Detestável. Abominável. Deplorável. Execrável. Insuportável. Medonho. Ominoso. Nefando. Tétrico. Miserável. Canalha. Infame. Desprezível. Abjecto. Ignóbil. Repelente. Baixo. Tacanho. Desvalido. Ordinário. Calamitoso. Andrajoso. Seboso. Indigente. Indecoroso. Sórdido. Nojento. Reles. Repugnante. Sinistro. Lamentável. Humilhante. Vexatório. Espúrio...



Haverá por certo muito mais adjectivos para qualificar um punhado de homens sem pinga de dignidade que hoje tiveram o desplante de usar a camisola encarnada. Mais do que o amor próprio; que esse não interessa nada de si por si; está (devia estar) o respeito pela instituição e pelos adeptos. A vergonha. A vergonha que nenhum jogador parece ter sentido, a julgar pela forma descontraída como alguns jogadores se entretiveram a pôr a conversa em dia, no final do jogo, em pleno relvado e com um sorriso nos lábios como se nada tivesse acontecido. Provavelmente pensaram que estava cumprido o frete e ponto. Depois não venham dizer o quanto se sentem orgulhosos de jogar na Liga dos Campeões. Jogar? Campeões?  

É preciso ter lata. 

Poderão jogadores profissionais, privilegiados na tarefa de fazerem o que gostam, não encontrar motivação? O que dizer então daqueles que do pouco fazem tanto, pela simples motivação da sobrevivência e ainda pagam para ver um punhado de bandalhos exibir os seus arrufos de meninos mimados? Coragem emigrantes, que Portugal não é só isto...

Aos jogadores do Benfica apetece dizer:  
- Vocês foram uma vergonha! Vão à MERDA!

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

PSG: 7
Benfica: 1

Homem do Jogo: Ibrahimovic




terça-feira, 1 de outubro de 2013

[Crónica com video: Futebol Clube Porto 1-2 Atlético Madrid] - 45 minutos não chegam para a Champions

O jogo começou com um Porto que poucos esperariam, a julgar pelas últimas exibições. Pressionante, rápido, eficaz, fluído, enérgico, sufocante...foram 30 minutos a jogar de forma como ainda ninguém tinha visto esta equipa jogar esta época. A encostar os colchoneros às cordas, apesar disso foi num lance de bola parada que o Porto chega ao golo. Cruzamento de Josué, que começou algo nervoso, mas com o decorrer do primeiro tempo jogou como se andasse nisto há muito tempo, e o cabeceamento de Jackson, com a defesa Atleti a ver jogar.
Com o Porto sempre a comandar as operações, foi mais uma vez num lance de bola parada que os madrilenos acertaram na baliza, mas nos limites da mesma, o poste!
O intervalo havia de chegar com os azuis e brancos a darem já alguns sinais de desgaste físico. Estatisticamente dominavam a toda a linha.

1.ª parte sufocante dos Dragões

No 2.º tempo, Simeone surpreende ao tirar David Villa e a colocar Christian Rodriguez, deixando o "verdinho" Léo Baptistão sozinho na frente. Com esta alteração Simeone deixa o Atlético com mais gente no meio, e dá a provar ao Porto do mesmo veneno que este serviu o Atlético, pressão alta a deixar o Porto pouco à vontade, e assim ganhou o jogo, não por causa dos efeitos directos desta pressão, mas por causa dos "verdinhos" do Porto. Josué a começar com uma falta escusada junto à linha lateral, dando direito ao livre que Godín encostaria para a baliza.

Josué nos ares com Gabi
Curiosamente o Porto melhorou, e voltou a estar por cima dos acontecimentos, mas oportunidades de golo só a de Quintero, num livre directo à entrada da área.
E quando aparentemente a equipa de Diego Simeone já se dava como satisfeita com o resultado, eis quando, Mangala (outro "verdinho"), a fazer mais uma falta escusada à entrada da área, corria o minuto 85, aí uma jogada estudada deixa Arda Turam sozinho (que estava em offside por centímetros)


frente a Helton, sendo fuzilado pelo turco, deixando 33980 espectadores em pânico...como é que é possível uma equipa jogar tão bem e perder de forma tão infantil, será esta a frase que terá passado pela cabeça de muitos dos que viam o jogo.
Paulo Fonseca ainda colocou Ghilas no lugar de Mangala, mas foi uma substituição inconsequente, pois nessa altura já o Atlético se fechava a 11 chaves, e o árbitro apitava para o final de um jogo que soube a uma injustiça tremenda, mas quem comete erros como os que os dragões cometeram, nesta competição é normalmente trágico.

Estatísticas do final do jogo




terça-feira, 17 de setembro de 2013

Crónica de jogo: Benfica vs Anderlecht

Barba feita a GILLET(e)



Liga dos campeões
Estádio da Luz
Benfica 2-0 Anderlecht
Marcadores: Djuricic e Luisão

Foi um Benfica suficiente + aquele que se exibiu esta noite na Luz, na estreia da equipa para a Liga dos Campeões. 

A primeira parte foi nitidamente mais forte por parte da equipa encarnada, que entrou como um toiro enraivecido, investindo com fulgor de encontro aos curros belgas e alcançando com naturalidade o primeiro golo, por parte de Djuricic contando com a colaboração do guarda redes, que lhe serviu a benesse num Prato de ouro. 

O primeiro tempo  escorreu em sentido único na razão   das iniciativas de jogo encarnadas, com a equipa a exibir-se de acordo com a sua imagem de marca, com corridas loucas e muito transporte para o ataque e quando Luisão (ena, ena) fez o 2-0, já a equipa tinha feito por merecer diferença mais alargada. 

Na segunda parte o Benfica reduziu o seu ritmo de jogo, sem no entanto, e mais uma vez ter conseguido controlar as operações da forma mais adequada, através da posse e da circulação de bola, demonstrando  também que os índices físicos dos jogadores se encontram ainda muito longe do ideal.

Em suma, vitória indiscutível da equipa portuguesa, que, sem deslumbrar, mostrou e fez muito mais do que os senhores de roxo que, provaram ser uma equipa que não passa das boas intenções como as do seu capitão, Gillet. Agora se percebe porque é que o tipo preferia o Benfica ao Barcelona...

Pontuação (0 a 10) 

Jogo: 5,5
Benfica: 6
Anderlecht: 5

Homem do jogo: Fejsa


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Prognósticos para a Champions League

Com o Circo da Liga dos Campeões a começar, é tempo de fazer uma análise superficial sobre os grupos onde competirão as duas equipas portuguesas e das expectativas que sobre cada uma recairão.  

No Grupo C, embora o Benfica não parta como favorito a vencer o grupo, terá a responsabilidade de superar a prestação da época transacta onde não foi para alem da terceira posição, sendo relegado para a Europa League. 

Com efeito, numa série onde pontifica o novo rico PSG, o Anderlecht e o Olympiacos, o favoritismo vai na totalidade para a equipa francesa, por força da sua condição de conjunto galáctico composta, entre outros por tubarões como Tiago Silva, Lavezzi, Ibrahimovc ou Cavani. Nessa medida, restará aos outros três a condição de outsiders, sendo que, destes, Benfica e Olympiacos disputarão ombro a ombro o direito a passar à fase seguinte, restando aos belgas acreditar no milagre do apuramento.

Apesar de não se poder considerar o pior dos grupos possíveis, o equilíbrio será a chave dominante, daí que sejam cruciais os jogos em casa e por isso fundamental para as águias, arrecadar os três pontos na primeira jornada, a disputar em casa. 10 pontos parecem ser suficientes para garantir o objectivo do apuramento, num ano em que a final se disputará no Estádio da Luz.

Dia 17.09.2013

BenficaAnderlecht
Árbitro: Manuel Gräfe (GER) – Estádio: Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Lisboa (POR)
OlympiacosPSG
Árbitro: Felix Brych (GER) – Estádio: Georgios Karaiskakis Stadium, Pireu (GRE)



Alinhando no Grupo G, do FC Porto dir-se-à ter calhado a missão mais complicada dos representantes lusos dado o potencial aparente de At. Madrid e Zenit. Porém, caberá à turma portuguesa a "obrigação" de se assumir como principal candidata ao primeiro lugar do grupo pela categoria do seu plantel e pelo historial acumulado ao longo da história da Champions. 

No entanto, importa ter em conta a forma categórica como os espanhóis se tem exibido na Liga espanhola, apresentando um jogo consistente e agressivo que ao longo dos anos tem vindo a assimilar a preceito as ideias do seu treinador, Diego Simeoni.  Por outro lado, o Zenit, digno representante da aristocracia russa, não parece disposto a deixar fugir a oportunidade de rentabilizar um plantel recheado de estrelas, onde pontificam Hulk, Witsel e Dany, para alem de algumas das principais figuras da selecção dos czars.

Em suma, com o Austria de Viena a fazer as vezes de bombo da festa, não se afigura credível que, dos três lugares em disputa os campeões nacionais deixem fugir o direito a um dos dois mais apetecíveis.

Dia: 18.09.2013

Austria WienPorto
Árbitro: a.d. – Estádio: Ernst-Happel-Stadion, Viena (AUT)
AtléticoZenit
Árbitro: a.d. – Estádio: Estadio Vicente Calderón, Madrid (ESP)




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ainda o Barcelona vs Chelsea

«Nem sei o que sinto. Olho para o jogo e não sei onde errámos. Não sei quantas ocasiões desperdiçámos, mas não se pode fazer nada contra um jogo que é caprichoso».

Guardiola

In, Mais Futebol

Quando um treinador não consegue explicar as razões para o fracasso, escudando-se num encolher de ombros  e nos caprichos da fortuna, esse treinador não passa de um equívoco. No caso de Guardiola, treinador da melhor equipa do Mundo, com um curriculum invejável, este discurso minimalista é o reflexo natural do desgaste das vitórias. Pode ser. 

Para uma equipa tão viciada em títulos e comprometida em renovar a ambição, perder dois jogos tão importantes quanto o de Londres e, pior, o jogo do título com o Real, causa moça em qualquer um; mesmo num Super-Barça; porque, apesar de tudo aqueles jogadores são homens. Ao insucesso de ontem, não será alheio o momento de forma de Messi, que vem demonstrado nos últimos jogos, menor fôlego para levar a equipa ás costas quando as coisas não correm bem.





terça-feira, 24 de abril de 2012

[Resumo] É por isto que o futebol é o melhor desporto do Mundo!


[Champions] Barcelona - Chelsea


O Barça joga a passagem à final contra um adversário que sempre lhe colocou muitos problemas. O Chelsea tem um equilíbrio excelente nos seus duelos contra os catalães em Stamford Bridge, três vitórias, um empate e uma derrota, mas em Camp Nou também criou dificuldades consideráveis, três empates e duas derrotas.

Para a equipa de Guardiola depois de perder por 1-0 na primeira mão, apenas um resultado interessa, a vitória. Tenta a tão falada "remontada" contra um adversário que sabe defender como poucos e que pode acabar a eliminatória em jogadas de transição muito rápidas.
No entanto, o Barça só foi eliminado uma vez pelos blues, mais, em duas das três ocasiões dos confrontos com o Chelsea, conseguiram terminar a competição como vencedores!! (2006 e 2009).


Histórico de confrontos em Camp Nou:

  • 5-1, 2000
  • 2-1, 2005
  • 1-1, 2006
  • 2-2, 2006
  • 0-0, 2009

Equipas prováveis:

Barcelona


Chelsea



quarta-feira, 28 de março de 2012

Águias e galo






Perdeu-se uma batalha mas a guerra está longe de estar perdida. É hora de recordar noites épicas europeias, como a de highbury em 91/92. Os gunners eram uma equipa temível e haviam empatado em Lisboa a um golo. O Benfica empatou a um golo e no prolongamento matou o adversário e seguiu em frente.



sábado, 10 de março de 2012

Sexo e futebol



Sem dúvida que estamos perante dois pilares da masculinidade. Na escala das prioridades, para alguns, o sexo  estará antes do futebol. para outros, o futebol é insubstituível. O ideal será juntar os dois para que o cocktail seja explosivo. Antes ou depois, o importante é fazer.




quinta-feira, 8 de março de 2012

Give me five


É possível que o Barcelona não jogue um futebol atrativo. É possível que não gostemos de futebol. Certo, certo é que depois de Maradona e lado a lado com Zidane, Messi pertence a um pequeno nicho de aprendizes de deuses para quem jogar à bola é algo tão comum e mecânico quanto piscar os olhos... 


Frases sobre Messi, após os cinco golos aos Leverkusen

"Querido Messi.... Por favor, pára com isso! SMH [acrónimo de "Shake my head", algo como simplesmente absurdo"]. Lenda viva"
Onyewu, jogador do Sporting, no Twitter

“Messi é uma piada. Para mim é o melhor de sempre”
Wayne Rooney, jogador do Manchester United, no Twitter

“Esse Messi é brincadeira, está deitando e rolando. A FIFA já tem que providenciar outro troféu de melhor do mundo para ele”
Rivaldo, jogador brasileiro, no Twitter

“Messi é único. A minha imaginação não pode crer que tenha havido algum melhor. Pelé? Maradona? Platini? Todos grandes, Messi? Um monstro”
Enzo Maresca, jogador italiano do Málaga, no Twitter

“Foi um jogo da Liga dos Campeões ou era o Messi num jogo da Playstation? Intratável. Se fizesses seis golos levava duas bolas para casa”
Falcao, jogador do Atlético de Madrid, no Twitter.

“Vimos uma das noites mais especiais de Messi. É um prazer. Se um quiser, marcará seis [golos num jogos]. Poderei sempre dizer que o treinei. É um jogador único, pelo seu talento inato e pela sua capacidade competitiva”.
Pep Guardiola, treinador do Barcleona

“Não há palavras para descrever Messi. Está numa categoria única. Sem Messi, o Barcelona já seria a melhor equipa do mundo, mas com ele é praticamente de outra galáxia.”
Robin Dutt, treinador Bayern Leverkusen

"Como disse Guardiola, temos sorte por sermos conemporâneos e podermos ver o que faz. Fala-se muito sobre quem é o melhor e para mim não há comparação: Messi é o melhor jogador da história. Nunca mais veremos outro jogador como ele. Vamos desfrutar dele, porque é estratoférico."
Sandro Rosell, presidente do Barcelona

"Joguei na grande equipa do Liverpool do final dos anos 1970 e 1980, que dominou a Europa, e devo dizer que penso que este Barcelona nos venceria. E para os que perguntam, penso que Messi é o melhor jogador de semrpe"
Terry McDermott, antigo jogador do Liverpool, no Twitter



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Jura


"Objetivo do Gaitán é ganhar a Champions no Benfica"

Jose Irribara, empresário do extremo, garante que não recebeu qualquer proposta de outro clube.

In, Relvado

Normalmente declarações destas servem para atirar areia para os olhos dos adeptos, assim como quem diz que está na cadeira de sonho e depois sai para comprar tabaco... e o empresário mortinho para amealhar o seu com uma comissão.  Convém não esquecer que para uma transferência, presente ou futura, tem que se jogar à bola. O homem veio de lesão, é verdade, mas as últimas exibições do argentino roçam a mediocridade. 


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Benfica Old School em... Old Trafford

Gostei do Benfica esta noite em Manchester. Pressionante e mandão na primeira meia hora de jogo, a equipa aproveitou a presunção aristocrática do seu adversário para quase o vulgarizar. Só por volta da meia hora o Manchester acordou e logo com um golo, de Berbatov. Mas os encarnados de Lisboa não se deixaram atemorizar e voltaram a equilibrar o jogo.

Na segunda parte, o MU veio com outro fervor, disposto a ganhar,e assim foi, com Fletcher a empurrar o esférico para as redes. Foram dois minutos singelos para os da casa pois logo a seguir, através de um raide de Bruno "Chuta-Chuta" César pelo lado esquerdo do ataque do Benfica, Aimar viria a repor a justiça no marcador. Parecia que se estava na Luz, com os cânticos de glória dos três mil adeptos do Benfica a sobreporem-se aos atónitos apaniguados da casa. 

No final, tudo está bem quando acaba em bem. Um empate com sabor a... empate, como diria Aimar, reflectindo a mística benfiquista, na qual só cabe a vitória. Ainda assim, sair de Old Trafford com o apuramento assegurado e a liderança do grupo, fica o reencontro duas lendas clubisticas do planeta e as memórias de outros tempos, de Eusébio a Best. Simply the best.

5ª Jornada do  Grupo C da Liga dos Campeões

Manchester United 2-2 SL Benfica

Nota de jogo (de 1 a 10): 8

Positivo: 
Atitude do Benfica. Personalizado, mostrando qualidade e carácter num dos estádios mais difíceis do Mundo.


Negativo:
A lesão de Luisão que opõe fora de jogo para o dérbie de sábado.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Benfica...zinho

Se um jogo tivesse 20 minutos, hoje o Benfica teria feito um jogão à Old School e os índios estariam a fazer a festa com a dança da chuva. Porém acontece que, segundo as Leis do Jogo, este tem, em condições normais, 90 minutos. Foi portanto nesse "pequeno" pormenor de 70 minutos que aconteceu uma estranha falta de energia, quem sabe motivada pela actualização da taxa do IVA, quem sabe. Para os mais atentos, repetiu-se o mesmo filme que o Benfica tem vindo a exibir nos últimos encontros. A equipa tem tentado aplicar um sistema de jogo mais expectante, como faz a gente grande dessa Europa, dominando os jogos e os seus ritmos. 

Acontece porém que o Benfica ainda vai sentindo dificuldades em aplicar esta nova cultura (afinal foram dois anos atirado para a frente a todo o vapor) Para ter sucesso nesta nova faceta, precisa de aprender a ocupar os espaços mais subido no terreno e com maior agressividade na pressão sobre a bola. A juntar a isto, nota-se pouca frescura na equipa o que, tratando-se de uma fase ainda inicial da época não deixa de parecer estranho. Ainda assim as portas da qualificação parecem entreabertas mas é preciso estar avisado para os alçapões que se escondem atrás de algumas. 

4ª Jornada da Liga dos Campeões
Resultado: Benfica 1-1 Basileia
Nota de jogo (de 1 a 10) = 4

Positivo:
A exibição de Rodrigo. O algodão não engana. Deixem-no crescer e vão ver. Bom de pés (os dois)  móvel e inteligente na procura dos espaços. 

Negativo: 
O Benfica assim-assim da primeira parte ficou no balneário para nunca mais voltar. Oxalá a Uefa não se lembre de castigar a equipa com falta de comparência.


terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Burro pensador


Vítor Pereira: «Perdemos quase inexplicavelmente»


Hapoel 2-1 FC Porto (4ª jornada da Liga dos Campeões)

De facto o segredo talvez pudesse ter sido a palavra quase, não fosse o jogo ter sido transmitido em directo pela RTP e mostrado que a frase não só foi construída numa perspectiva surreal como utilizou o sujeito errado.  A bem dizer, se o Porto quase tivesse empatado este jogo, estas palavras teriam outra veracidade se ditas pela boca do treinador dos Cipriotas: "Perdemos quase inexplicavelmente três pontos".

Quer se queira quer não o Hapoel fez um bom jogo, ciente das suas limitações mas bem arrumado tacticamente e a saber explorar a falta de agressividade dos portistas. Assim, mais penalty menos penalty (se o dos Cipriotas foi duvidoso o dos portugueses não existiu) o resultado foi justo. Um prémio para os que se esforçam pelos seus objectivos em detrimento da vaidade e da preguiça daqueles que pensam  que,  bastam as camisolas  para ganhar os jogos. A Pensar morreu um burro lá diz o povo e com razão. Deus te abençoe oh Vítor. 


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