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sábado, 31 de dezembro de 2011

Previsões para 2012 - parte 1

Porque não temos dinheiro para contratar os grandes génios da vidência da nossa praça, como a Maia ou o Professor Bambo (ouvi dizer que trabalham para o governo na elaboração dos famosos estudos que se inventam para adiar decisões até que estas caiam no esquecimento) resolvemos deitar mãos ás cartas e... jogar Sueca. Depois atirámos as cartas ao ar e vimos o ano desportivo revelado aos nossos olhos como uma epifanía. Estas são as nossas previsões.

O Sporting vai ganhar a Liga com seis pontos de avanço. O Sporting recusa o título por entender que este vai de encontro à sua tradição de clube coitadinho e assim deixar de ter argumentos para protestar semanalmente contra a perseguição do "sistema". 

O Benfica ganha a Liga dos Campeões e no final... desliga a Playstation porque a mulher quer ver a novela da TVI.

O FC Porto ganha a taça de Portugal (?!) com Rui Quinta ao leme em virtude de Vitor Pereira se encontrar de baixa a fazer psicanálise.  Contrata Djaló e Baba para reforçar a equipa "B". A inscrição de Djaló não é aceite por ter entrado um minuto para além do prazo limite. 

Sem clube para trabalhar, Djaló anuncia que vai ser pai pela terceira vez. 

André Vilas Boas é despedido do Chelsea sendo substituido por Rui Quinta - Os bigodes portugueses entram outra vez no circuito europeu.

Vitor Pereira é convidado para comentador residente num programa de TV.

JorgeJesus publica a sua biografia, escrita pelo próprio, com o título "Eu é que sou o máior, pá!", a edição vem acompanhada por um dicionário e uma caixa de pastilha elástica.

Portugal sagra-se Campeão da Europa com o golo da vitória a ser marcado por Bosingwa. 

... (continua)


domingo, 20 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Burro pensador


Vítor Pereira: «Perdemos quase inexplicavelmente»


Hapoel 2-1 FC Porto (4ª jornada da Liga dos Campeões)

De facto o segredo talvez pudesse ter sido a palavra quase, não fosse o jogo ter sido transmitido em directo pela RTP e mostrado que a frase não só foi construída numa perspectiva surreal como utilizou o sujeito errado.  A bem dizer, se o Porto quase tivesse empatado este jogo, estas palavras teriam outra veracidade se ditas pela boca do treinador dos Cipriotas: "Perdemos quase inexplicavelmente três pontos".

Quer se queira quer não o Hapoel fez um bom jogo, ciente das suas limitações mas bem arrumado tacticamente e a saber explorar a falta de agressividade dos portistas. Assim, mais penalty menos penalty (se o dos Cipriotas foi duvidoso o dos portugueses não existiu) o resultado foi justo. Um prémio para os que se esforçam pelos seus objectivos em detrimento da vaidade e da preguiça daqueles que pensam  que,  bastam as camisolas  para ganhar os jogos. A Pensar morreu um burro lá diz o povo e com razão. Deus te abençoe oh Vítor. 


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Como perder tempo em 3 andamentos?

As recentes afirmações de protagonistas ligados aos 3 grandes do futebol nacional sobre, quem é o melhor clube português, parece uma conversa de "pirilau".  Imaginem 3 gajos num urinol, muito compenetrados no ofício  da libertação de líquidos enquanto tentam perceber, de esguelha, o tamanho do apêndice dos vizinhos. Haverá uns quantos milhões de outros motivos para ocupar o espaço que separa as orelhas, quanto mais não seja porque sempre se ouviu dizer que quantidade nem sempre é qualidade. A verdade é que o nosso "pirilau" é e será sempre melhor do que o do vizinho ou não?





domingo, 2 de outubro de 2011

Futebologia: Sintomas, parte 1

Nunca ouvi dizer que dar uns tiros no pé fosse causa de morte, mas lá que doi, doi, não é Vitor Pereira?

"Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré" - Não sei porque diabo fui colocar aqui uma citação destas, mas há impulsos que se sobrepõem à Razão. Mais uma vez pergunto ao suspeito do costume: não é Vítor Pereira?

Vamos lá por um ponto de ordem nos trabalhos. Isto do Futebol é como o amor, senão vejamos. Em plena ressaca pelos festejos do "Triplete", o Dragão vivia um idílico romance de pacotilha com o seu treinador forever. André Vilas Boas reafirmava, tantas vezes quantas fossem necessárias, a sua paixão pela cadeira Azul. Pinto da Costa, qual experimentado namoradeiro, devia estar avisado para o canto da sereia, pois, como em todas as histórias de amor, os elogios em excesso podem ser prenunciadores do mais amargo fel     pelo que, deve um homem resguardar-se de uma facadinha ( penso eu de que...)

Assim que apareceu moiro na costa, à laia de serraceno dos tempos modernos, a cheirar a crude e a limpar as beiças a notas de €500, aquilo é que foi vêr AVB, com a testosterona aos saltos, a correr para os braços da sua nova paixão, sem dizer "água vai", deixando órfão o seu amor de sempre, como quem vai ali comprar cigarros.

Apressou-se o velho PC a substituir o homem da sua vida por uma réplica melhorada do seu antecessor - afinal, se era adjunto do outro, tinha obrigação de ser pelo menos tão bom como ele. Poupava-se dinheiro e calava-se a coscuvilhice da imprensa - nem mais. 

O pior veio depois.

O que PC não sabia era da tendência do Substituto para o masoquismo e a auto-flagelação. Então não é que o Professor gosta de dar tiros nos próprios pés? com o Feirense, empatado a 0, decide retirar o único Ponta de lança numa acção inventiva que... deu em nada ( 1 tiro ). Contra o Benfica, toca a retirar o único médio que naquela noite ia conseguindo empurrar a equipa para o ataque, Guarin ( 2 tiros ). Na 2ª jornada da Liga dos Campeões, com a equipa reduzida a 10 e sem lateral direito de raíz, talvez fosse mais avisado empurrar Otamendi para a direita da defesa e manter o elemento que dava mais consistência ao meio campo na sua função originária, mas não, isso era coisa básica, própria para os amadores de sofá. Fernando jogou a segunda parte a lateral, perdeu-se o meio campo e o resto foi o que se viu ( 3 tiros ).

Alguém diga a Vitor Pereira para se deixar de taras de gosto duvidoso. Para além de não ficar bem a um homem de família, a hemorragia pode ser irreversível e dar lugar a amputação. Dizem que em Coimbra se fazem bons transplantes...  




sábado, 1 de outubro de 2011

Prémio: Já te calavas!

Para os lados da Luz, a semana que passou correu tranquila. graças aos resultados positivos dos últimos jogos da equipa de futebol e nada levava a crer que, num exercício de masoquismo, o seu presidente, Luís Filipe Vieira, viesse agitar as águas com declarações, no mínimo, inoportunas.

Questionado pelos jornalistas, o presidente criticou abertamente o seu treinador, afirmando que este se devia preocupar mais com a sua equipa e menos com os outros, numa alusão a comentários proferidos por Jorge Jesus sobre o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, na semana que antecedeu o clássico.

Compreendem-se as motivações que estarão subjacentes a estas declarações. LFV parece estar disposto a mudar o estilo de discurso a transmitir de fora para dentro, sabendo-se que, num passado recente o clima de crispação e confronto foram desfavoráveis ao clube, no entanto e em paralelo, devia também saber que este tipo de estratégia deve ser implementada dentro de portas, à revelia da opinião pública, porque no Futebol, os títulos são feitos de pormenores e, são este tipo de correntes de ar que muitas vezes definem a diferença entre o sucesso e o seu reverso.



“Já tivemos diversas conversas com o nosso treinador e ele sabe que deve pensar só no Benfica, e não nos outros. Eu próprio não compreendi por que é que ele falou sobre Vítor Pereira. Foi do momento” - Luis Filipe Vieira



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