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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Estrelas de papel pardo

Antigamente a canalha acordava cedo para não chegar atrasada à escola. Todos os dias eram dias para um joguinho de futebol no remediado campo de terra batida em frente ao liceu.
Os primeiros a chegar faziam as equipas. Depois chegavam outros e mais outros, muitos. Todos contra todos, desde que houvesse bola, era vê-los correr numa vertigem maior do que a sua compreensão. Suavam-se as estopinhas em autênticas finais sem lugar para complacência e quando o dono do tesouro maior não aparecia, a malta desenrascava-se ao futebol humano, no qual o corpo se substituía ao esférico no seu destino de fura-redes. Quando soava o toque, dispersava-se para a sala de aula, sacudindo da roupa o excesso de pó, exibindo as escaras dos joelhos como troféus de uma luta benigna e mágica.
No tempo do futebol puro o conhecimento era empírico, dos pés à cabeça, de calças rotas e ténis de boca aberta, sem o cheiro a novo das réplicas perfeitas das escolas de futebol nem dos sonhos formatados em laboratórios franchisados que cresceram como ervas daninhas pelos centros urbanos.
O menino cresceu, fez-se homem e descobriu na teimosia empírica que o futebol nasceu para todos mas nem todos nasceram para ele. Seguiu o seu caminho à sombra do jogo, comprando um lugar do lado de lá do tapete verde, aos brados, por vezes em lágrimas, por entre a turba de outros ex-futuros craques, sonhando com a ressurreição através dos olhos da descendência.
Em menos de nada, está o menino inscrito numa escola de futebol, fardado a rigor e com ar de craque em miniatura. Há lugar para todos e a nenhum é negada a esperança de altos voos, mesmo que ainda não saiba correr, que seja coxo de uma perna ou das duas, não veja, não ouça ou que confunda futebol com Lego. Viva a democracia. Desde que pague, não se impede ninguém de acreditar em Bolas de Ouro ou em Ligas dos Campeões.
As escolas de futebol são um sinal dos tempos, destes tempos de suspeita racionalidade em que entidades mascaradas de mercados, substituíram o papel dos ditadores no despotismo das sociedades modernas. Tudo tem um preço, tudo se resume á esfera numerológica que a lógica, essa, é uma batata.
O futebol como fenómeno maior de aglutinação de afetos tornou-se de á muito um espaço privilegiado para os mercados se alimentarem dos milhões que caem do céu provindo de lugares exóticos, como quem compra estrelas com amendoins. Embora sem movimentarem milhões, as escolinhas tornaram-se com o dealbar do Século num fenómeno empresarial que aproveitou as mais imaginosas obsessões futebolísticas dos papás.
Esquecem-se que o talento nasce de geração espontânea. Cristianos Ronaldos não se compram no supermercado nem em lojas de conveniência embora seja de toda a conveniência fazer render o peixe enquanto a maré está cheia.
Na verdade, criar condições para a aprendizagem e desenvolvimento da prática do futebol até pode ser benéfico desde que não se perca de vista a pureza lúdica do jogo selvagem. Aproveitar o talento puro e optimizar as valências juvenis devia ser o foco das escolas de futebol sem descurar o fundamental amadurecimento humano do individuo enquanto projecto de ser Social. Tal no entanto não parece ser condição primeira nos projectos empresariais destas escolas.
Uma observação atenta do quotidiano destes espaços permite aferir que a metodologia empregue se destina ao ensino dos fundamentos básicos do jogo a partir de uma lógica de competitividade que permeia o individuo e não o desenvolvimento das suas competências numa lógica colectiva.
O mais chocante é ver que o núcleo fundamental para o crescimento equilibrado; a família; é o principal elemento desestabilizador do carácter da criança. Basta assistir a um qualquer encontro de escolinhas e assistir ao espectáculo triste do incitamento à agressividade muito para além da normalidade entre formadores de gente, ao ponto de serem, tantas vezes, as próprias crianças a educar os pais para o fair play.
Tão ideal quanto utópico seria adaptar o futebol de formação à formação de pai, fazendo depender o sucesso daquele aos méritos deste.
Da (de)formação de base se justificam os excessos, a violência que tanto condenamos e que é sempre culpa dos outros, nos estádios e fora deles.
Não existem craques sem Homens. Formar para o jogo vai muito para além do passe e o remate, da defesa ou o ataque. Ensinar futebol é também ensinar cidadania, porque a vida é apenas um jogo.


sábado, 9 de novembro de 2013

Luta de classe(s) - Previsão para o dérbie



Taça de Portugal
Estádio da Luz
Benfica vs Sporting

Costuma dizer-se que os derbies são ganhos por quem está pior. Se tal fosse verdade, que não é, o Benfica vs Sporting desta noite, terminaria empatado. A juntar à posição de ambas as equipas na tabela classificativa da Liga, está o bom momento e a qualidade de jogo que os leões têm exibido e a exibição animadora das águias na Grécia, não obstante a derrota averbada, o que equivale por dizer que nenhum dos dois rivais tem desculpas para choradinhos ou para esconder a cabeça no chão.

Num jogo de tudo ou nada, as duas equipas terão que arriscar mais, sem comprometer o equlibrio defensivo, apostando  na pressão intensa a meio campo e nas saídas para o ataque em transições rápidas, 

A primeira parte será determinante para a definição da qualidade do jogo. Se alguma das equipas marcar nos primeiros 45 minutos,  o jogo tornar-se-à aberto sendo previsível que aconteçam muitos golos. De contrário, com menos tempo para assumir riscos, as equipas tenderão a resguardar-se, à espera do erro adversário e o prolongamento poderá ser uma realidade. 

Se Cardozo estiver recuperado, é bem provável que o Benfica apresente um onze inicial muito semelhante ao que apresentou em Atenas, com a única dúvida a recair sobre o titular no lado direito da defesa. 

Onze provável: Artur; Maxi Pereira, Luisão, Garay, Sílvio; Matic, Enzo Perez, Ruben Amorim, Gaitán; Markovic; Cardozo

Da parte do Sporting também não é previsível que Leonardo Jardim altere a identidade da equipa, apostando no habitual 4:3:3, rigorosa no posicionamento táctico e criteriosa no aproveitamento das jogadas de ataque.



Onze provável: Rui Patricio; Cédric, Maurício, Rojo, Jefferson; William Carvalho, André Martins, Adrian; Carrillo, Capel; Montero.

Que seja um grande espectáculo e com golos (muitos). Ámen!



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Antevisão da 4ª jornada da Champions League

À quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, aos clubes portugueses só lhes resta uma alternativa para manterem os pés dentro deste clube de elite: Vencer.

5 Nov. 2013
Olympiacos
19.45
Benfica

O Benfica, parte para o confronto com o Olympiacos em igualdade pontual, após um empate diluviano no jogo da Luz e a precisar de mudar o rumo do seu destino. Até aqui os encarnados tiveram um desempenho pouco mais que sofrível (Anderlecht incluido) mas os últimos desempenhos intramuros terão deixado algumas pistas para a convalescença. Resta saber se o tratamento operará a cura ou se os ares a enxofre provenientes do inferno de Atenas provocarão uma recaída. 


Equipa provável:

Artur; André Almeida, Luisão, Garay, Siqueira; Matic, Enzo Perez, Ruben Amorim, Gaitán; Markovic e Cardozo.
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06 Nov. 2013
Zenit Porto


O FC Porto terá que vencer em S. Petersburgo após a derrota consentida em casa, frente ao Zenit sob pena de se ver condenado a um prematuro adeus.

Com um desempenho intermitente até ao momento, a equipa portista parece gravitar em torno das desconfianças do seu próprio líder, ao estilo de quem ainda procura adaptar-se a uma realidade diametralmente diferente do que aquela que Fonseca viveu até aqui. Seja como for, esta equipa tem jogadores talhados para os grandes momentos. Nessa medida, Lucho, Danilo e Alex Sandro terão um papel fundamental para dinamitar o espaço defensivo de uma equipa pouco cómoda quando o adversário mete velocidade. Este trio ditará a sorte dos azuis e brancos.


Equipa Provável:

Helton; Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro; Fernando, Herrera, Lucho, Josué, Varela e Jackson Martinez




domingo, 27 de outubro de 2013

Crónica do Benfica vs Nacional



Liga Zon Sagres - 8ª Jornada

Benfica 2-0 Nacional da Madeira

Estádio da Luz

Devo dizer que gostei do jogo, assim como quem gosta de vestir um par de jeans de imitação. A fatiota contrafeita não é um luxo mas dá um ar digno a quem a veste. 

Assim desfilou o Benfica neste Domingo, digno como um remediado. Começou bem, sem a vertigem de outrora mas ainda assim com ar de quem estava disposto a não fazer concessões ao destino e aos "anti" que, aquela hora esfregavam a lamparina a pedir três desejos antes do jogo do Dragão...

Foi pois com naturalidade que os encarnados chegaram ao golo, numa iniciativa de Siqueira, que flectindo para o centro, tabelou com Cardozo para fazer um golo de belo efeito. Nos minutos que se seguiram e para não fugir à regra, a equipa da casa desceu os seus níveis exibicionais, permitindo que o Nacional equilibrasse o jogo - um reflexo da estranha insegurança que tem dominado o Benfica esta época. 

A segunda parte trouxe mais do mesmo, um jogo assim-assim, entre duas equipas pouco disponíveis a perdas de tempo infundadas ou a disputas para alem dos limites do razoável. O Benfica mais perigoso e consequente e o Nacional à procura do caminho marítimo para o golo, sem se achar à deriva mas sem vislumbrar a linha do  horizonte, sobretudo após o golo de Cardozo, que viria a sentenciar o jogo. 

Resumindo, o Benfica continua a dever aos seus adeptos uma exibição categórica mas que apresentou melhoras no seu estado clínico. Uma exibição marcada por momentos de domínio do jogo, alternados pela letargia, pouco pressionante e entregando a iniciativa de jogo ao adversário. Destaque para Ivan Cavaleiro, o jogador que trouxe velocidade ao jogo vertical do Benfica, com uma estreia auspiciosa. Se na primeira parte esteve algo ansioso, nem sempre definindo os lances com a minúcia esperada, melhorou na segunda metade, desenvolvendo alguns lances incisivos pela esquerda, com cruzamentos para a área ou flexões para o meio estando mesmo bem perto de marcar. 

Um palavra para o Nacional que se deslocou à Luz na expectativa de tirar proveito do momento menos bom da equipa da casa, com um jogo aberto, procurando disputar o resultado  sem se remeter a um bloco baixo e esperar que a sorte caísse do céu aos trambolhões como é próprio da mediocridade reinante na Liga.

Avaliação da Pantufa  (de 0 a 10)

Benfica: 6
Nacional: 5

Homem do jogo: Ivan Cavaleiro





quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Benfica a meter água


Liga dos Campeões (3ª jornada do Grupo C)

Benfica 1-1 Olympiacos

Ironicamente a chuva foi o melhor que podia ter acontecido ao Benfica neste jogo e não me estou a referir ao lance em que o Olympiacos podia ter sentenciado o jogo, na segunda parte, quando vencia por 1-0. 

Enquanto foi possível jogar à bola, foram os gregos a mostrar mais qualidade de jogo, com mais intensidade e capacidade de pressão a meio campo, circulando a bola a toda a largura do terreno, procurando movimentos de ruptura a partir das alas e especialmente com a acção do seu ponta de lança Mitroglu que recuava para tabelar e aparecer na área. 

O Benfica só existiu até aos quinze minutos, sucumbindo de seguida, com um estertor vago de um moribundo. Era uma equipa amorfa, sem intensidade, perdendo quase todos os lances divididos, sem ninguém que pegasse no jogo. Como se não bastasse, o golo do Olympiacos surgiu a partir de uma perda de bola de Matic, que terá sido o pior jogador em campo. O que se passa com este jogador? Outrora lutador inesgotável hoje vogando em campo de uma forma indolente, quase contrariado. Desvendar o mistério do Sérvio será desvendar as vicissitudes deste Benfica titubeante e tristonho. 

Ao subir ao relvado para o segundo tempo, os jogadores encarnados acharam-se num pântano onde o futebol não seria mais do que uma figura de estilo. Num acaso (in)feliz, a desculpa perfeita para o insucesso. 
Sem a responsabilidade de mostrar aquilo que tem mantido cativo esta época, os jogadores do Benfica enfrentaram o que restava do jogo como uma espécie de terapia, expurgando as suas maleitas numa luta desenfreada por se manter à tona de água enquanto tentavam empurrar a bola para a baliza. 

O empate final (Cardozo) acabou por ser um mal menor numa exibição tão escura como a noite. O Benfica reza por mais diluvios assim para poder mascarar a realidade... e já agora que Roberto não se lesione para o jogo de Atenas.

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

Benfica: 5
Olympiacos: 7

Homem do jogo: Mitroglu

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Previsões para a Champions - 3ª jornada (Grupo C)


23.10. 2013
Benfica
19.45
Olympiacos
Estádio: Estádio do Sport Lisboa e Benfica

À terceira jornada, os antigos antigos cromos de estimação dos adeptos do Benfica estarão em exibição na Luz. Um deixou saudades, o "Coelho" Saviola, que fez um triplete de sucesso com Cardozo e Aimar, na época de estreia de Jesus na Luz. O outro, bem, o outro despertou instintos viscerais na paixão encarnada, com o seu espírito altruísta e o gosto duvidoso por frangos de aviário. Muitos o irão assobiar mas a maioria estará pronta para aplaudir de pé, aliviados por vê-lo do outro lado da barricada.

Agora a sério, de fato de gala, galochas ou impermeável, convém que os jogadores encarnados tratem de dar corda aos sapatos e desatem o nó górgio que mantém a equipa cativa nos seus próprios traumas e cismas redundantes. Só a vitória interessa neste confronto com o Olympiacos com quem a turma portuguesa disputará o direito a passar a fase de grupos da champions.

Em caso de derrota, o Benfica terá de correr atrás do prejuízo e sabe-se como o trânsito de Atenas pode ser caótico para motores presos e sem capacidade de explosão...

Para este jogo de crucial importância, importa rejuvenescer jogadores nucleares como Matic e reacender a capacidade de desequilíbrio pelas alas, onde a aposta em Ola John ou Ivan Cavaleiro poderá espicaçar o jogo, depois das exibições positivas que ambos desenvolveram no jogo da Taça de Portugal.
Esperamos para ver se em Lisboa se acende uma Luz ou a escuridão teimará em se confundir com a esperança.

Group C

ClubesPVEDGMGS+/-Pts
Paris Saint-Germain FC Paris Saint-Germain FC22007166
Olympiacos FC Olympiacos FC21014403
SL Benfica SL Benfica210123-13
RSC Anderlecht RSC Anderlecht200205-50

Prognóstico de Pantufa:
Benfica 1-0 Olympiacos



domingo, 6 de outubro de 2013

Crónica do Estoril vs Benfica


Deste Benfica se diz como dos espanhóis, nem bom vento nem bom casamento. 

Depois da excursão a Paris, os encarnados entraram no jogo com atitude, procurando afastar fantasmas, alcançando o golo logo aos 10 minutos por intermédio de Lima. Acontece que estes estados de convalescença são frágeis e demoram a consolidar quando a ferida é profunda. Assim, terá sido com alívio que o Benfica se viu em vantagem, entrando, a partir daí em modo de cruzeiro, fazendo apelo à sobriedade de processos para enfrentar uma das melhores equipas da Liga que equilibrou a disputa de bola  a meio campo. 

Desperdiçando uma grande penalidade ao caír o pano sobre a primeira parte, o Benfica fez questão de manter a pressão alta...  desta vez no pior sentido. O Estoril, por seu lado, como equipa temerária que é, prometeu agigantar-se no segundo período, só que, aos 10 minutos, com a expulsão de Gonçalo Santos, viu a sua tarefa complicar-se na inversa medida em que, esperar-se-ia um Benfica mais tranquilizado pelo doce oportuno e pelo grande golo de Cardozo, aos 70'. 

Pura ilusão. Os encarnados acabariam com o credo na boca. O Estoril, que nos minutos finais reduziu a diferença, ainda teve tempo para acertar na barra da baliza de Artur e fazer crescer mais cabelos brancos na farta cabeleira de JJ. 

Apesar da vitória, o Benfica continua a definhar em campo e pela amostra, o seu futebol não promete boas melhoras. Conseguirá este navio à deriva chegar a bom porto?

Uma frase para o Estoril. Se a classificação reflectisse a qualidade do futebol praticado, esta equipa estaria no 2º posto da tabela só superado pelo actual Sporting. Marco Silva está destinado a uma grande carreira. 



Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

Estoril: 7
Benfica: 5

Homem do jogo: Gaitán 




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Liga: previsões para a jornada 7

À 7ª jornada da Liga Zon Sagres, época 2013-14, os adeptos dividem-se entre a expectativa pelo regresso de férias prolongadas de um grupo de excursionistas a Paris e a bonomia daqueles que desejam que o sebastianismo não passe de uma lenda.

O Benfica tem encontro marcado com o destino, no Estoril onde, apesar da derrota europeia, mora uma equipa personalizada, que tudo fará para voltar a espetar o cutelo nos vizinhos de Lisboa. Ora o destino marca a hora e o tempo mostrará á saciedade se haverá luz ao fundo do túnel da Amoreira ou se nas trevas perdurará a relutante caminhada do plantel encarnado.

Como a vingança se serve fria, ás vezes paga o justo pelo pecador, o que equivale por dizer, no caso do Porto, que será o Arouca a servir de cordeiro pascal. Resta saber se estes tenrinhos recém-chegados á Liga principal, terão arcaboiço para vestir a pele de lobos, livrando-se assim de servirem de iguaria num tenro repasto.




Aos bébés de Alvalade, bem lhes vai servindo no corpo, o manto verde e branco da esperança e, a cada jornada que passa, cresce a exaltação mal disfarçada dos seus sequiosos adeptos. Depois de terem implodido a Pedreira, espera-se que não renasçam traumas recentes já que o Vitória de Setúbal tambem veste de verde e branco, na vertical... como o Rio Ave.


No fim de contas, deixemos passar a caravana que logo os cães ladrarão...  

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Inqualificável

PSG - Benfica
3-0

Mau. Indigno. Paupérrimo. Vergonhoso. Sem carácter. Frouxo. Medíocre. Risível. Inadmissível. Horrível. Ordinário. Insignificante. Meão. Péssimo. Detestável. Abominável. Deplorável. Execrável. Insuportável. Medonho. Ominoso. Nefando. Tétrico. Miserável. Canalha. Infame. Desprezível. Abjecto. Ignóbil. Repelente. Baixo. Tacanho. Desvalido. Ordinário. Calamitoso. Andrajoso. Seboso. Indigente. Indecoroso. Sórdido. Nojento. Reles. Repugnante. Sinistro. Lamentável. Humilhante. Vexatório. Espúrio...



Haverá por certo muito mais adjectivos para qualificar um punhado de homens sem pinga de dignidade que hoje tiveram o desplante de usar a camisola encarnada. Mais do que o amor próprio; que esse não interessa nada de si por si; está (devia estar) o respeito pela instituição e pelos adeptos. A vergonha. A vergonha que nenhum jogador parece ter sentido, a julgar pela forma descontraída como alguns jogadores se entretiveram a pôr a conversa em dia, no final do jogo, em pleno relvado e com um sorriso nos lábios como se nada tivesse acontecido. Provavelmente pensaram que estava cumprido o frete e ponto. Depois não venham dizer o quanto se sentem orgulhosos de jogar na Liga dos Campeões. Jogar? Campeões?  

É preciso ter lata. 

Poderão jogadores profissionais, privilegiados na tarefa de fazerem o que gostam, não encontrar motivação? O que dizer então daqueles que do pouco fazem tanto, pela simples motivação da sobrevivência e ainda pagam para ver um punhado de bandalhos exibir os seus arrufos de meninos mimados? Coragem emigrantes, que Portugal não é só isto...

Aos jogadores do Benfica apetece dizer:  
- Vocês foram uma vergonha! Vão à MERDA!

Avaliação da Pantufa (de 0 a 10)

PSG: 7
Benfica: 1

Homem do Jogo: Ibrahimovic




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Previsões para a Uefa Champions League (2ª jornada)

À 2ª Jornada da #LigadosCampeões, #FCPorto e #Benfica serão postos à prova, com dois desafios de superlativo grau de dificuldade. 

Os azuis e brancos recebem o Atlético de Madrid no Dragão, hoje por hoje, o terceiro grande do futebol espanhol, a atravessar grande momento de forma e com o lenitivo adicional de ter saído vencedor do derby de Madrid. 

Ao FC Porto, pede-se a atitude das grandes noites e a Paulo Fonseca que saiba tirar partido do plantel que tem ao seu dispor, o que significa, uma equipa mais ofensiva, aproveitando o embalo de jogar em casa, com Quintero solto nas costas de Jackson Martinez e sem abdicar da experiência do trio de jogadores de meio campo. Nas alas, Licá e Varela talvez não sejam a solução ideal mas, olhando para as alternativas, com Kelvin relegado para o esquecimento e porque Josué não é um extremo, quem não tem cão caça com gato.

Depois daquilo que (não) jogou esta jornada, contra o Belenenses, do Benfica dir-se-ía estar fresco (pudera!) para encarar o jogo de Paris com entusiasmo e carácter, tudo aquilo que faltou na Luz e que deve ser levado na bagagem, em doses suficientes para dar e vender. Nas bancadas não faltará o apoio dos adeptos portugueses e no relvado, a dinâmica e o jogo vertical e fluído, feito de contra ataques rápidos. Mas para que isso aconteça, que é como quem diz, jogar com identidade, será necessário que Matic arrepie caminho na sua adaptação à posição 8 ou, ao invés, que este regresse ao seu posicionamento recuado, recolhendo Perez ás origens e fazendo avançar Gaitán para extremo direito. Na frente, de forma a tirar partido do melhor Markovic, talvez a sua posição ideal seja como segundo avançado, no apoio a Cardozo.



Em suma, numa jornada de luxo, sejam quais forem os resultados dos clubes portugueses, a sua sorte não ficará hipotecada para o futuro de ambos na competição, no entanto, dos dois, o Porto será aquele que, aparentemente, terá mais a perder em caso de derrota, já que, desperdiçar pontos em casa contra o seu rival directo no apuramento, colocará a equipa azul e branca em posição desfavorável. O Benfica entrará em campo mais preocupado em não perder do que a buscar a vitória, na certeza de que sair da cidade luz com pontos lhe dará margem de conforto para eventuais tropeções no futuro.

A ver vamos, como diria o ceguinho.



domingo, 29 de setembro de 2013

Frases da Semana

      "Este pelo menos foi dentro da área..." 

Paulo Fonseca, treinador do FC Porto, sobre a grande penalidade assinalada contra o Vitória de Guimarães.
Paulo Fonseca

"Não sei se há faixas encomendadas..." 
 Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, após o empate do Benfica vs Belenenses.
Luis Filipe Vieira





Causas e efeitos de um Benfica (in)possível

6ª Jornada da Liga 
Estádio da Luz
SL Benfica 1-1 "Os Belenenses"


Uma questão de liderança.

O problema não é empatar, nem mesmo perder. O problema é marcar passo sem uma ponta de chama, sem uma réstia de dignidade... sem uma centelha de mística. 

O #Benfica tem vindo a vogar numa espiral recessiva, cujos sintomas tinha vindo a mascarar com as vitórias sofríveis deste inicio de época. Se hoje tombou (mais uma vez) isso deve-se mais ao demérito próprio do que ao mérito do #Belenenses. Com o devido respeito pelos azuis de Belém, a equipa que hoje foi dirigida por Marco Paulo, não passou da competência estilística própria dos clubezinhos portugueses, vocacionados para o anti-jogo, sem coragem para vencer e consequentemente, com muito medo de perder. Mais do que de horários ou de preços de bilhetes, a discussão em torno da evolução do futebol português devia centrar-se na qualidade do jogo que a Liga tem para oferecer. Mas isso são contas de outro rosário.A verdade é que o jogo foi tão medíocre que o golos foram luxo em demasia e ambas as equipas deviam ser penalizadas com a derrota. 

Os encarnados fizeram a pior exibição da era Jesus e todas as razões técnicas que forem aduzidas para justificar o facto, não passarão de desculpas esfarrapadas. Objectivamente ninguém estará habilitado para identificar as verdadeiras razões por detrás da falta de atitude de toda uma equipa, nem mesmo, desconfio, quem frequenta diariamente os corredores da Luz. Mas existem hipóteses tangíveis a considerar. Desde logo, tudo tem um prazo e a Era de JJ já era. O Clube (ou Luis Filipe Vieira) não percebeu e a insistência numa equipa técnica desgastada (e desgastante) foi o primeiro tiro no pé, antes mesmo da época começar. A questão Cardozo e a forma como o clube lidou com o incidente da final da Taça de Portugal foram outro exemplo de má gestão que terá ferido de morte a liderança técnica de Jesus. 

Quando o copo transbordar, haverá quem diga que os jogadores fizeram a cama ao treinador mas quem esticou os lençóis foram os dirigentes, que hoje por hoje não passam de uma figura de estilo usada para distinguir a liderança acéfala do #Futebol benfiquista. O que noutros clubes será uma mais valia, por ali, explica a razão principal pela qual se vai adiando o projecto hegemónico do clube para o futebol português. 

Notas de jogo (de 1 a 10)

Benfica: 3
"Os Belenenses": 5

Melhor jogador em campo: Matt Jones: 5 (a rábula das botas é digna de guião cinematográfico)





sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Previsões para a 6ª Jornada

A próxima jornada da Liga promete o regresso do circo ou até pode ser que o futebol jogado nem seja
 o palhaço pobre...

Cabeças de cartaz:

O Porto recebe o Vitória de Guimarães na ressaca do comprometedor empate  averbado no Estoril e não  deverá  permitir que a crise se instale no Dragão. Os azuis e brancos vão  entrar a matar, firmemente decididos a prestar as exéquias aos fundadores, de forma a preservar a poupança necessária  para o confronto com o Atlético de Madrid, a meio da próxima semana para a Champions League. A primeira parte será decisiva para a obtenção dos 3 pontos, sob pena do jogo obrigar a esforços redobrados. Resta saber o papel que a equipa de Rui Vitoria estará disposto  a representar. Resultado previsível: 2-0.
Previsão: 2-0

Para a Luz, a receita é a mesma, querendo o Benfica resolver a contenda com a brevidade possível e o Belenenses arrastá-la pelo tempo, na esperança de provocar uma surpresa, especialmente Miguel Rosa, desejoso em provar qualidades nunca aproveitadas na sua anterior casa. Será um Benfica mais consistente e moralizado por ver minguada a diferença pontual para os primeiros, mas obrigado a mostrar bem mais futebol do que o que tem demonstrado até aqui. Resultado Previsível: 3-1.
Previsão: 3-1

Para Braga está guardado o petisco da jornada, com o confronto entre dois Sporting, de cores bem diferentes mas tanto em comum, a começar pelos treinadores e a acabar nos objectivos - dois candidatos que fingem não o ser. Resta saber a qual dos dois saberá a indigesto e até pode ser que resolvam dividir as maleitas quando for para pagar a conta. Resultado previsível: 1-1.
Previsão: 1-1









segunda-feira, 23 de setembro de 2013

#Crónica do Jogo Vitória de Guimarães vs Benfica


Pacto de mediocridade ontem em Guimarães.

O #Vitória perdeu com o #Benfica (0-1) num jogo de ressaca, após a aventura extra conjugal de ambos, a meio da semana, com duas concubinas europeias.

Que foi um #jogo disputado e viril é tudo o que se pode dizer de positivo de uma partida com escassas ocasiões de perigo eminente a pairar sobre qualquer das balizas.

Andou o jogo entretido numa disputa sofrível de artistas com mais vontade do que arte, aos pontapés e cabeçadas no couro, na esperança que a ocasião fizesse o ladrão, que é como quem diz, que o golo caísse do céu aos trambolhões.

Os homens da casa utilizaram uma estratégia de bloco baixo, privilegiando a pressão intensa sobre o portador da bola (que bonitas palavras) e os lançamentos directos para a gazua de serviço, de seu nome, #Maazou, rapaz alto, espadaúdo, nada tosco e muito menos loiro.

Por sua vez, os visitantes, sem espaço de manobra para colocar em acção o seu jogo vertical, viram-se e desejaram-se para abrir caminho em direcção ao golo, mas sem a capacidade de explosão habitual, os únicos efeitos pirotécnicos dignos de uma saraivada de fulminantes, foram disparados por #Enzo Perez.

Dividiu-se o jogo ao meio e a segunda parte foi mais do mesmo, sem lugar ao bocejo mas sem créditos á arte de saber pintar a manta verde. A expulsão de Addy alimentou a crença dos peles vermelhas e o campo lá se inclinou um bocadinho até do céu cair uma estrela (aos trambolhões) embrulhada em papel de celofane; porque a festa não merecia mais. #Cardozo reencontrou-se com o golo mas a mística ainda tremeu como varas verdes antes de soar o silvo final.

Avaliação (de 0 a 10)

Vitória de Guimarães: 5
S L Benfica: 6
Jogo: 5,5

Homem do Jogo: Enzo Perez





Os treinadores da hipocrisia!

Associar as palavras de hipocrisia, arbitragens e os três grandes geralmente dá sempre confusão. 
No entanto, as palavras de Leonardo Jardim após o empate em que o Sporting não beneficiou de um penalti por marcar fez surpreender a plateia de jornalistas que ficaram sem capas escandalosas para escrever. 
Mas a verdade é aquela mesmo, é uma grande hipocrisia falar de arbitragens quando os três grandes beneficiam na maior parte das vezes.
Eu gosto mais de ver o futebol do que vir discutir apitos, ainda à umas horas assisti a uma discussão de uns amigos em que o benfiquista se referia à conferência de imprensa do Paulo Fonseca que o Porto não tinha
sido prejudicado, porque já antes tinha sido beneficiado, então mas...uns erros justificam-se com outros?


A verdade é que realmente foi e o Sporting também e uma outra verdade é que Jorge Jesus durante a semana passada fez capa de jornal a dizer que os seus rivais estavam a ser beneficiados, coincidências à parte.


Esta semana são uns e para a semana serão outros mas se o Leonardo Jardim manter este seu discurso até ao fim do campeonato, eu levanto-me e aplaudo-o,  porque não é só o futebol português que tem as suas más arbitragens. A diferença é que em Portugal perdemos demasiado tempo a falar nos aspetos negativos e esquecemos de prevalecer o bom futebol. Gostamos tanto de ir buscar coisas lá fora,  porque não trazemos os bons programas de futebol, as boas análises e deixemos aqueles 3 estarolas do costume do canal x ou y que a única coisa que estão ali a fazer é denegrir o futebol. O futebol cá é assim tão fraquinho para que tenha que ser desta forma? Penso que não...

Leonardo não me vou esquecer do que disseste,  pode ser que la voltemos.


sábado, 21 de setembro de 2013

Cimeira europeia na Liga


Em semana europeia, ocorre a curiosidade de quatro dos representantes portugueses se defrontarem entre si em jogos de elevado grau de dificuldade. 

O FC Porto desloca-se à Amoreira para defrontar o Estoril, uma equipa personalizada e habituada a olhar o adversário nos olhos. Porem, a aventura europeia desta quinta feira, deverá ressentir-se na dinâmica amarela e a vitória não deverá fugir aos azuis e brancos desde que estes joguem a um nível diferente daquele que exibiram em Viena.

O Benfica visita Guimarães. O Vitória vem de uma jornada uefeira moralizadora e esta época construiu uma equipa de respeito, pelo que só um Benfica de alto nível poderá sair vivo do Afonso Henriques, para mais com a pressão acrescida de não poder tropeçar sob pena de se atrasar irremediavelmente em direcção ao título. 


Em Alvalade, o Sporting a surfar na crista da onda, deverá arrecadar 
mais três pontos frente ao Rio Ave e poderá sair desta jornada na posição de líder. A ver vamos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Crónica de jogo: Benfica vs Anderlecht

Barba feita a GILLET(e)



Liga dos campeões
Estádio da Luz
Benfica 2-0 Anderlecht
Marcadores: Djuricic e Luisão

Foi um Benfica suficiente + aquele que se exibiu esta noite na Luz, na estreia da equipa para a Liga dos Campeões. 

A primeira parte foi nitidamente mais forte por parte da equipa encarnada, que entrou como um toiro enraivecido, investindo com fulgor de encontro aos curros belgas e alcançando com naturalidade o primeiro golo, por parte de Djuricic contando com a colaboração do guarda redes, que lhe serviu a benesse num Prato de ouro. 

O primeiro tempo  escorreu em sentido único na razão   das iniciativas de jogo encarnadas, com a equipa a exibir-se de acordo com a sua imagem de marca, com corridas loucas e muito transporte para o ataque e quando Luisão (ena, ena) fez o 2-0, já a equipa tinha feito por merecer diferença mais alargada. 

Na segunda parte o Benfica reduziu o seu ritmo de jogo, sem no entanto, e mais uma vez ter conseguido controlar as operações da forma mais adequada, através da posse e da circulação de bola, demonstrando  também que os índices físicos dos jogadores se encontram ainda muito longe do ideal.

Em suma, vitória indiscutível da equipa portuguesa, que, sem deslumbrar, mostrou e fez muito mais do que os senhores de roxo que, provaram ser uma equipa que não passa das boas intenções como as do seu capitão, Gillet. Agora se percebe porque é que o tipo preferia o Benfica ao Barcelona...

Pontuação (0 a 10) 

Jogo: 5,5
Benfica: 6
Anderlecht: 5

Homem do jogo: Fejsa


Youth Champions League - SL Benfica vs Anderlecht

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O SL Benfica, venceu hoje o 1.º encontro a contar para a recém criada Liga dos Campeões de juniores, uma vitória que olhando para os números não oferece qualquer contestação.

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Na próxima jornada o #Benfica desloca-se ao terreno do Paris Saint Germain.

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