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domingo, 29 de setembro de 2013

Frases da Semana

      "Este pelo menos foi dentro da área..." 

Paulo Fonseca, treinador do FC Porto, sobre a grande penalidade assinalada contra o Vitória de Guimarães.
Paulo Fonseca

"Não sei se há faixas encomendadas..." 
 Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, após o empate do Benfica vs Belenenses.
Luis Filipe Vieira





sábado, 5 de maio de 2012

A faca de dois legumes


Jesus está seguro na Luz enquanto Vieira não sentir a presidência ameaçada,
Bruno Prata, Público


Jorge Jesus vai receber um presente envenenado quando começar a nova época. Mais do que nunca, a sua liderança estará a julgamento, à razão dos seus erros. Um passo em falso e LFV não hesitará em oferecê-lo em sacrifício aos deuses para se salvar enquanto presidente do Benfica. Neste capítulo os jogadores (não são sempre eles?) serão determinantes para garantir o sucesso do seu líder ou reciclá-lo. No meio disto tudo sobra a velha pergunta, que raio de estratégia vencedora será esta, à mercê de factores aleatórios? 



domingo, 22 de abril de 2012

Juizo e bom saber. Parte 2

A insensatez anda de mãos dadas com a paixão incondicional dos adeptos. Alguns, pouco avisados ou pouco inteligentes, caem na tentação da fuga para a frente, sem considerar as consequências. 

As manifestações de desagrado que começam a germinar na Luz, contra o presidente e o treinador pretendem influenciar o futuro imediato, hipotecando o caminho recente. Onde estava o Benfica à dez anos? Onde está agora? Para onde caminha? 

Os adeptos do Benfica são exigentes. Querem ganhar sempre e isso é bom. Mas por vezes é preciso saber perder para não deixar de ganhar. Destruir todo um projecto de sustentação por não se ter ganho um campeonato não é boa política. Há que avaliar as causas do insucesso e ir a jogo, outra e outra vez.

Falando de causas para o insucesso da época que se aproxima do fim, parece que a principal razão terá sido a falta de mãos para tocar vários instrumentos. Na altura das decisões, tendo a equipa sido confrontada com várias frentes de competição, teria sido prudente estabelecer prioridades e apostar aí as fichas todas, ao invés da utopia do sucesso total com as consequências que estão à vista.

Se se colocam dúvidas sobre a competência de Jesus no que toca à boa gestão dos seus efectivos, demonstrando até falta de inteligência, ao se entregar a caprichos de teimosia (vidé o caso Emerson) não menos importante será a falta de capacidade de gestão da componente desportiva por parte da direcção de LFV para, em conjunto com o seu treinador, impor objectivos e prioridades. Neste caso, talvez fosse importante encontrar um elo de ligação mais efectivo e conhecedor profundo dos aspectos técnicos do futebol (aspecto em que o presidente é deficitário), uma espécie de Manager sem o ser, de forma a corrigir aquela que parece ser a verdadeira lacuna na estrutura do futebol benfiquista. 


Juizo e bom saber

O Benfica, como o Sporting em relação a este, não deverá deixar que os êxitos do FC Porto, toldem a sua estratégia para o futuro. LFV, articulou um discurso de mudança, fez apostas. Seja qual for a sua sorte enquanto presidente, deve seguir a sua rota, relativamente à tomada de posição nos direitos desportivos dos seus jogos da liga e manter a sua aposta no treinador que mais garantias lhe dá no imediato, JJ. a história serve para retirar ensinamentos tendentes ao progresso e está cheia de bons exemplos de perseverança e sucesso. Não esteve fergusson cinco anos á míngua no início do seu percurso enquanto treinador do Manchester United? 


sábado, 21 de janeiro de 2012

Benfica em saldo



Ainda à pouco tempo, António Oliveira, numa entrevista à RTP, afirmava que a guerra que o Benfica movia à Olivedesportos não passava de folclore. Parece que sabia do que falava. A origem do suposto conflito prendia-se com os valores dos direitos dos jogos do clube da Luz, que Luis Filipe Vieira exigia serem substancialmente superiores aos correntes. No entanto, segundo notícia do jornal Expresso, a renovação do contrato com a empresa de "oliveirinha" deverá rondar os 20 milhões de euros, metade do que era exigido pelo "bigodes". A ser verdade, talvez fosse melhor o presidente do Benfica ensaiar uma explicação aos sócios sobre as verdadeiras razões de tal acordo, sob pena de não passar de um populista armado aos cagados numa espécie de "agarrem-me que eu vou-me a eles". 


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os urros das bestas quadradas

A Liga Portuguesa não merece dirigentes assim. 
Com o campeonato ao rubro, como à muito não o víamos, os três grandes decidem finalmente pedir meças à sua condição de aristocratas, posicionando-se  nos lugares que são seus por vontade de um história longa e rica. Boas equipas, bons espectáculos e excelentes treinadores, mais ou menos versados na arte mas, indiscutivelmente, mestres do saber. Tudo se conjugaria para uma promoção airosa do produto nacional, algo à muito sugerido e desejado por quem acompanha de perto o fenómeno da bola neste país onde o virtuosismo continua a brotar de geração em geração, na exacta proporção em que o vão tentando matar - são engraçadas (desgraçadas) as semelhanças com a nossa sociedade e a sua politica, não acham?

Mas ele há coisas que nunca mudam ou tardam em mudar. Assim como as ervas daninhas que teimam em crescer no nosso quintal, os dirigentes do futebol português são, no geral, um punhado de badamecos, armados de presumida vaidade que, sob a capa do clubismo se aproveitam da grandeza dos emblemas que representam para proveito próprio. A expensas de um suposto altruísmo estas ervas daninhas refugiam-se no protagonismo que os clubes lhes vão dando para enriquecerem ás custas das cadeiras de sonho onde se sentam semana após semana. E, tal como na vida real, já nem lhes resta o pudor. Eles são o puder, abrindo caminho à razão do que lhes der na real gana e não importam as escutas, não importa o que se esconde entre os pneus, não importa se, ao murro e ao pontapé se vão calando as vozes críticas. Não importa. A justiça e os politicozinhos dobram a espinha por um convitezinho para a bola ou por uma cunha nas eleições. O importante é que o andor não pare. 

É preciso sanear o futebol português da merda de dirigentes que o vão descredibilizando. Só assim se dará um passo para a tão ambicionada excelência. Matéria prima vamos tendo, paixão também. Já não falta tudo.

     

sábado, 1 de outubro de 2011

Prémio: Já te calavas!

Para os lados da Luz, a semana que passou correu tranquila. graças aos resultados positivos dos últimos jogos da equipa de futebol e nada levava a crer que, num exercício de masoquismo, o seu presidente, Luís Filipe Vieira, viesse agitar as águas com declarações, no mínimo, inoportunas.

Questionado pelos jornalistas, o presidente criticou abertamente o seu treinador, afirmando que este se devia preocupar mais com a sua equipa e menos com os outros, numa alusão a comentários proferidos por Jorge Jesus sobre o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, na semana que antecedeu o clássico.

Compreendem-se as motivações que estarão subjacentes a estas declarações. LFV parece estar disposto a mudar o estilo de discurso a transmitir de fora para dentro, sabendo-se que, num passado recente o clima de crispação e confronto foram desfavoráveis ao clube, no entanto e em paralelo, devia também saber que este tipo de estratégia deve ser implementada dentro de portas, à revelia da opinião pública, porque no Futebol, os títulos são feitos de pormenores e, são este tipo de correntes de ar que muitas vezes definem a diferença entre o sucesso e o seu reverso.



“Já tivemos diversas conversas com o nosso treinador e ele sabe que deve pensar só no Benfica, e não nos outros. Eu próprio não compreendi por que é que ele falou sobre Vítor Pereira. Foi do momento” - Luis Filipe Vieira



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