Mostrar mensagens com a etiqueta FC Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FC Porto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Estrelas de papel pardo

Antigamente a canalha acordava cedo para não chegar atrasada à escola. Todos os dias eram dias para um joguinho de futebol no remediado campo de terra batida em frente ao liceu.
Os primeiros a chegar faziam as equipas. Depois chegavam outros e mais outros, muitos. Todos contra todos, desde que houvesse bola, era vê-los correr numa vertigem maior do que a sua compreensão. Suavam-se as estopinhas em autênticas finais sem lugar para complacência e quando o dono do tesouro maior não aparecia, a malta desenrascava-se ao futebol humano, no qual o corpo se substituía ao esférico no seu destino de fura-redes. Quando soava o toque, dispersava-se para a sala de aula, sacudindo da roupa o excesso de pó, exibindo as escaras dos joelhos como troféus de uma luta benigna e mágica.
No tempo do futebol puro o conhecimento era empírico, dos pés à cabeça, de calças rotas e ténis de boca aberta, sem o cheiro a novo das réplicas perfeitas das escolas de futebol nem dos sonhos formatados em laboratórios franchisados que cresceram como ervas daninhas pelos centros urbanos.
O menino cresceu, fez-se homem e descobriu na teimosia empírica que o futebol nasceu para todos mas nem todos nasceram para ele. Seguiu o seu caminho à sombra do jogo, comprando um lugar do lado de lá do tapete verde, aos brados, por vezes em lágrimas, por entre a turba de outros ex-futuros craques, sonhando com a ressurreição através dos olhos da descendência.
Em menos de nada, está o menino inscrito numa escola de futebol, fardado a rigor e com ar de craque em miniatura. Há lugar para todos e a nenhum é negada a esperança de altos voos, mesmo que ainda não saiba correr, que seja coxo de uma perna ou das duas, não veja, não ouça ou que confunda futebol com Lego. Viva a democracia. Desde que pague, não se impede ninguém de acreditar em Bolas de Ouro ou em Ligas dos Campeões.
As escolas de futebol são um sinal dos tempos, destes tempos de suspeita racionalidade em que entidades mascaradas de mercados, substituíram o papel dos ditadores no despotismo das sociedades modernas. Tudo tem um preço, tudo se resume á esfera numerológica que a lógica, essa, é uma batata.
O futebol como fenómeno maior de aglutinação de afetos tornou-se de á muito um espaço privilegiado para os mercados se alimentarem dos milhões que caem do céu provindo de lugares exóticos, como quem compra estrelas com amendoins. Embora sem movimentarem milhões, as escolinhas tornaram-se com o dealbar do Século num fenómeno empresarial que aproveitou as mais imaginosas obsessões futebolísticas dos papás.
Esquecem-se que o talento nasce de geração espontânea. Cristianos Ronaldos não se compram no supermercado nem em lojas de conveniência embora seja de toda a conveniência fazer render o peixe enquanto a maré está cheia.
Na verdade, criar condições para a aprendizagem e desenvolvimento da prática do futebol até pode ser benéfico desde que não se perca de vista a pureza lúdica do jogo selvagem. Aproveitar o talento puro e optimizar as valências juvenis devia ser o foco das escolas de futebol sem descurar o fundamental amadurecimento humano do individuo enquanto projecto de ser Social. Tal no entanto não parece ser condição primeira nos projectos empresariais destas escolas.
Uma observação atenta do quotidiano destes espaços permite aferir que a metodologia empregue se destina ao ensino dos fundamentos básicos do jogo a partir de uma lógica de competitividade que permeia o individuo e não o desenvolvimento das suas competências numa lógica colectiva.
O mais chocante é ver que o núcleo fundamental para o crescimento equilibrado; a família; é o principal elemento desestabilizador do carácter da criança. Basta assistir a um qualquer encontro de escolinhas e assistir ao espectáculo triste do incitamento à agressividade muito para além da normalidade entre formadores de gente, ao ponto de serem, tantas vezes, as próprias crianças a educar os pais para o fair play.
Tão ideal quanto utópico seria adaptar o futebol de formação à formação de pai, fazendo depender o sucesso daquele aos méritos deste.
Da (de)formação de base se justificam os excessos, a violência que tanto condenamos e que é sempre culpa dos outros, nos estádios e fora deles.
Não existem craques sem Homens. Formar para o jogo vai muito para além do passe e o remate, da defesa ou o ataque. Ensinar futebol é também ensinar cidadania, porque a vida é apenas um jogo.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Homens e Ratos

E a montanha pariu um rato, ou melhor, dois.

Jesus percebeu cedo nesta época que os milagres estão pela hora da morte, vai daí deixou de lado o toque artístico para se dedicar à garimpa dos pontos, aproveitando as escorregadelas iniciáticas do treinador basco, às voltas com uma súbita crise de novo-riquismo. Em quatro jogos com os seus inimigos de estimação, os encarnados só por uma vez, na Luz contra o Sporting, jogaram para ganhar. Já o FC Porto pouco tem a acrescentar de palpável às suas intenções vitoriosas no que aos clássicos diz respeito, evidenciando uma queda pouco usual para tropeçar, no confronto directo com os maiores rivais e uma tendência até aqui desconhecida para se agarrar a complexos de perseguição… verdes e muito gastos.

Do jogo do ano; para muitos a final da Liga Portuguesa, muito se esperaria em termos de espectacularidade e emoção, tanto havia para ganhar por cada uma das equipas em confronto. Pelo lado do Benfica, o escancarar de portas da revalidação do título, enquanto pela parte dos dragões, os três pontos serviriam para colocar pressão extra sobre ombros alheios com a vantagem teórica que daí adviria no capítulo moral.

Vai daí, assim à laia de ratinhos sem jeito para a temeridade, os dois treinadores, limitaram-se a abocanhar a pobre fatia de queijo abandonada sob a mesa, desconfiando da inebriante visão de uma roda de queijo, sob a linha do horizonte, muito para lá da taprobana onde, diz-se, existem balizas com vista para o golo. Numa espécie de pacto de não-agressão que faria corar de vergonha um qualquer Putin de trazer por casa, “Jasus” e “Lotepegui” deitaram trancas à porta e dispuseram-se a rechaçar qualquer intrépido forasteiro que ousasse irromper pelas suas linhas defensivas.

Antes do jogo começar, todos os sintomas apontavam para esse dislate, sobretudo da parte dos visitantes, alterando o padrão habitual do seu jogo, baseado num 4:3:3 em detrimento de um 4:4:2 em losango, sem Quaresma e com Brahimi nas costas de Jackson Martinez e a dupla Oliver/Evadro a movimentar-se como ala interior, à frente de um apagado Ruben Neves. Só que este esquema implica grande envolvimento dos laterais, o que neste jogo esteve longe de acontecer. Desta forma e sem profundidade, o patrulhamento da faixa central do terreno tornou-se por si só de menos para a suposta intensão atacante dos azuis e brancos.

Por seu lado os anfitriões, se eram quem, no papel, mantinham o desenho do costume, com a alteração forçada de Sálvio por Talisca, cedo demonstraram que não estavam ali para assumir qualquer risco, trocando a nota artística por uma bateria de tocadores de adufe e ferrinhos.

Uns e outros se foram entretendo, aos atropelos e tropeções, por entre duelos individuais inconsequentes, à procura de uma nesga de terreno que nunca se vislumbrou por mais que, Oliver, de um lado e Jonas do outro procurassem fugir à mediocridade reinante.

Quando na segunda parte, Lopetegui de peito feito, ordenou a entrada de Quaresma e Hernâni, esperava-se finalmente um FC Porto determinado em investir forte no assalto ao queijo mas logo de seguida fez questão de meter gelo, substituindo o argelino por Herrera assim á laia de um chove-não-molha, à rufia do espalhafato. Muita parra, pouca uva.

Firme na sua pele de ratinho medroso, Jorge Jesus não esteve para doirar a pílula e tratou de trocar Talisca por Fejsa, para partir (mais) pedra no centro, onde nunca esteve a virtude, juntando André Almeida à faixa lateral da defesa, adiantando Eliseu para ala, não fosse o diabo tecê-las para os lados do amarelado açoriano. 

O jogo foi passando, sem água a correr debaixo da ponte, por entre bocejos e corridas de gato e do rato, num meio campo inflacionado de reaccionários sem causa em que o povo era quem menos ordenava. Que triste alegoria para um fim-de-semana de memórias revolucionárias.

Se fosse para isto, o melhor teria sido anunciarem ao povo o acordo de cavalheiros. Armava-se a tenda da bifana e do courato e convidavam-se uns artistas para animar a tarde.   Ou então vinham de lá os técnicos com frases tipo tais como, “Fomos a única equipa que quis ganhar o jogo” ou “Foi um grande jogo, de uma intensidade pouco habitual na nossa Liga”. Pois, mas isso seria ridículo demais.

Homem do Jogo: Jardel

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O outro lado da lua

Assim como à uma semana atrás não acreditava num resultado tão expressivo do #FCPorto frente ao #Bayern, esta semana estou convencido de que a equipa bávara não conseguirá transpôr o cabo das tormentas (ainda bem que existem equipas médicas a quem assacar responsabilidades...) Tudo porque os alemães não conseguiram recuperar as suas unidades nucleares, Roben e Ribery.

Na verdade o ainda bi-campeão da Alemanha não será a mesma equipa presunçosa, nova-rica e  atarantada que se deu ao trabalho de desfilar no tapete do Dragão com o ar afectado de um colonialista.  Se os tripeiros conseguirem manter uma intensidade elevada no preenchimento dos espaços no meio campo ofensivo, estarão capazes de  pôr em xeque o rei adversário, o que numa linguagem xadrezistas representaria um bom pronúncio para cheque-mate.

- Ai Jesus! (Perdão! Sem tiradas subliminar) O que será da supremacia bávara mais o seu supra sumo mestre da arte do futebol subjectivo, de autor? Gritarão os puristas do desporto-rei, sempre fleumáticos na defesa do futebol feito teorema matemático.


No velho dilema destes confrontos entre os Davids e os Golias, os primeiros só têm a ganhar, ao passo que os segundos tendem a perder muito mais do que uma eliminatória. Na verdade e não obstante o inevitável tri na #Bundesliga, a equipa de #Guardiola ameaça perder a face, e que face. O look new wave de raizes catalãs, tão elogiado e invejado por esse Mundo fora, poderá não voltar a ser o mesmo e o futuro abrirá feridas difíceis de sarar. Uma coisa é ser goleado pelo Real Madrid outra completamente diferente é ver-se afastado do baile de finalistas pelo representante português - o dos pobrezinhos e bem comportados yes men do sudoeste europeu.

Os augúrios não são bons. Sem Meia equipa de fora e com uma defesa que é uma anedota Dante(sca) o Bayern entrará em campo com legítimas dúvidas existenciais, ainda com os ecos do baile do Bolhão nos ouvidos e a braços com o vislumbre do seu próprio reflexo ao espelho . Um rosto outrora sumptuoso e brilhante, coberto de nódoas negras e com uma luminosidade mortiça no semblante.

O Tiki Taka de Guardiola está cada vez mais vulnerável. Num momento, açambarcador e no outro, transparente e frágil. O FC Porto abriu a caixa de pandora aos pobres. Onde outros num passado recente souberam anular o todo poderoso campeão germânico o Porto confirmou à saciedade que a melhor maneira de enfrentar a besta é impedir que esta cresça para o ataque, anulando a sua capacidade pensante a partir do seu próprio reduto.

Se os azuis e brancos conseguirem ser fieis a este principio, a eliminatória está ganha. Se a coragem ou o engenho lhes falhar, recuando para o seu ultimo terço à espera do final do jogo, estarão condenados, Contrariamente ao que tem sido especulado, a ausência de Danilo e Alex Sandro não será decisiva, pois a matriz de jogo deste Bayern não privilegia a profundidade pelas alas, especialmente sem a presença das suas principais figuras, habituadas a dinamitar o jogo a partir da s extremidades do campo.

A ver vamos onde irá Guardiola descobrir o antídoto para se esconder da evidência e reinventar-se no que resta desta eliminatória.

Pelo sim pelo não o melhor é levar uma equipa médica para o jogo...






terça-feira, 5 de novembro de 2013

Antevisão da 4ª jornada da Champions League

À quarta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, aos clubes portugueses só lhes resta uma alternativa para manterem os pés dentro deste clube de elite: Vencer.

5 Nov. 2013
Olympiacos
19.45
Benfica

O Benfica, parte para o confronto com o Olympiacos em igualdade pontual, após um empate diluviano no jogo da Luz e a precisar de mudar o rumo do seu destino. Até aqui os encarnados tiveram um desempenho pouco mais que sofrível (Anderlecht incluido) mas os últimos desempenhos intramuros terão deixado algumas pistas para a convalescença. Resta saber se o tratamento operará a cura ou se os ares a enxofre provenientes do inferno de Atenas provocarão uma recaída. 


Equipa provável:

Artur; André Almeida, Luisão, Garay, Siqueira; Matic, Enzo Perez, Ruben Amorim, Gaitán; Markovic e Cardozo.
_________________________________________________________________________________

06 Nov. 2013
Zenit Porto


O FC Porto terá que vencer em S. Petersburgo após a derrota consentida em casa, frente ao Zenit sob pena de se ver condenado a um prematuro adeus.

Com um desempenho intermitente até ao momento, a equipa portista parece gravitar em torno das desconfianças do seu próprio líder, ao estilo de quem ainda procura adaptar-se a uma realidade diametralmente diferente do que aquela que Fonseca viveu até aqui. Seja como for, esta equipa tem jogadores talhados para os grandes momentos. Nessa medida, Lucho, Danilo e Alex Sandro terão um papel fundamental para dinamitar o espaço defensivo de uma equipa pouco cómoda quando o adversário mete velocidade. Este trio ditará a sorte dos azuis e brancos.


Equipa Provável:

Helton; Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro; Fernando, Herrera, Lucho, Josué, Varela e Jackson Martinez




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Previsões para a Champions - 3ª Jornada (Grupo G)

Finalmente estão de volta as emoções da Champions League. 


Porto
FC Zenit
19:45
Zenit
Estádio do Dragão, Porto (POR)

O FC Porto é o primeiro dos representantes lusos a entrar em acção, recebendo esta terça-feira, no Dragão, o Zenit no primeiro de um double shot que deverá ser determinante para as contas finais do grupo G. 

Depois da derrota caseira averbada na segunda jornada, frente ao Atlético de Madrid, os dragões estão decididos a em recuperar terreno frente aos rivais de S. Petersburgo, não sendo de estranhar uma entrada de rompante na primeira meia hora de jogo, à semelhança do que já acontecera contra os espanhóis. O jogo reveste-se de importância superlativa para os visitados que, em vésperas do confronto com o Sporting se vêm confrontados com um desafio ás suas capacidades actuais, em duas frentes distintas. Os três pontos trarão o lenitivo extra para os níveis de confiança da equipa, em vésperas de clássico, para alem de salvaguardarem uma hipotética escorregadela na Rússia.

O jogo marca ainda o regresso de Hulk a um Estádio onde já foi feliz, esperando-se que, por esta vez, a tristeza ponha o super-herói, verde de frustração.

Prognóstico de pantufa:
FC Porto 2-0 Zenit

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Civismo e falta de vista



Ficamos hoje a saber que Jorge Jesus, para alem de um processo disciplinar e de um Judicial, tem também um processo cívico. A revelação foi feita esta tarde, na conferência de imprensa de lançamento do jogo da Taça de Portugal, em Cinfães, quando o treinador foi confrontado com a flatulência papal sobre o caso de Guimarães.

"Espero não ser o exemplo, pois tenho a consciência, desportiva e moral, do ato que cometi. Não vou falar muito, porque isso está em processo desportivo e cívico." dixit.

Dá-lhes JJ, és grande!

________________________________________________________________________________


"Não consegui ver cuspidela do Josué"


Há quem lhes chame vista grossa, distracção ou, simplesmente cegueira. De vez em quando, no calor de um jogo, existem factos para os quais não há argumentos. Coisas que acontecem, até aos melhores. Esta espécie de esquecimento primário costuma acontecer ciclicamente e normalmente não pronuncia sintomas. Acontece e pronto.

À uns anos aconteceu com Domingos. Numa polémica grande penalidade no jogo entre Braga e FC Porto, o antigo técnico arsenalista viu-se acometido de uma estranha amnésia quando, chamado a comentar o sucedido, limitou-se a afirmar que nada tinha visto por estar a olhar para o chão. Acontece.

A coisa voltou a acontecer, desta vez com Paulo Fonseca que, em conferência de imprensa em vésperas do jogo da Taça contra o Trofense, informou não ter visto a cuspidela de Josué, quando, instado a  pronunciar-se sobre o castigo aplicado àquele jogador pelo incidente de Arouca. Acontece.

À quem compare as diferenças de critério na condenação das cuspidelas ou a celeridade da justiça desportiva, mas também não é todos  os dias que há jogo de taça antes de um clássico. É uma questão de oportunidade. Acontece.




segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A lata do Pintinho...


Pinto da Costa (PC) tem jeito para as artes circenses e é justo que se faça aqui a devida vénia. Assim, justiça lhe seja feita (pronto está bem, a gente faz de conta) as virtudes deste senhor são por demais reconhecidas na arte do malabarismo, no trapézio voador e na singela e tão dócil maneira de amestrar cãezinhos e domesticar lobos com pele de cordeiro.

O que não sabíamos (ou não queríamos saber) é que, agora, este ancião se prestasse a vestir de lata (muita) e a fazer de palhaço numa interpretação trágico cómica para uma plateia de servis adoradores. Fazendo alarde da habitual ironia saloia, tão a gosto de jornalistas e paineleiros, o bom (o mau e o vilão) do PC verberou dizendo, esperar que Jorge Jesus seja julgado lá para o Verão (época de fruta fresca) devido ao incidente (digo, crime hediondo) de Guimarães.

De facto, honra lhe seja feita, o homem até tem razão, pois afinal, se a justiça vai para trinta anos sem dar cavaco de seu mistér, o que serão meia dúzia de meses para o caso em apreço, sobretudo quando se trata de comparar a bota com a perdigota?


Deixem-me rir.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Liga: previsões para a jornada 7

À 7ª jornada da Liga Zon Sagres, época 2013-14, os adeptos dividem-se entre a expectativa pelo regresso de férias prolongadas de um grupo de excursionistas a Paris e a bonomia daqueles que desejam que o sebastianismo não passe de uma lenda.

O Benfica tem encontro marcado com o destino, no Estoril onde, apesar da derrota europeia, mora uma equipa personalizada, que tudo fará para voltar a espetar o cutelo nos vizinhos de Lisboa. Ora o destino marca a hora e o tempo mostrará á saciedade se haverá luz ao fundo do túnel da Amoreira ou se nas trevas perdurará a relutante caminhada do plantel encarnado.

Como a vingança se serve fria, ás vezes paga o justo pelo pecador, o que equivale por dizer, no caso do Porto, que será o Arouca a servir de cordeiro pascal. Resta saber se estes tenrinhos recém-chegados á Liga principal, terão arcaboiço para vestir a pele de lobos, livrando-se assim de servirem de iguaria num tenro repasto.




Aos bébés de Alvalade, bem lhes vai servindo no corpo, o manto verde e branco da esperança e, a cada jornada que passa, cresce a exaltação mal disfarçada dos seus sequiosos adeptos. Depois de terem implodido a Pedreira, espera-se que não renasçam traumas recentes já que o Vitória de Setúbal tambem veste de verde e branco, na vertical... como o Rio Ave.


No fim de contas, deixemos passar a caravana que logo os cães ladrarão...  

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Previsões para a Uefa Champions League (2ª jornada)

À 2ª Jornada da #LigadosCampeões, #FCPorto e #Benfica serão postos à prova, com dois desafios de superlativo grau de dificuldade. 

Os azuis e brancos recebem o Atlético de Madrid no Dragão, hoje por hoje, o terceiro grande do futebol espanhol, a atravessar grande momento de forma e com o lenitivo adicional de ter saído vencedor do derby de Madrid. 

Ao FC Porto, pede-se a atitude das grandes noites e a Paulo Fonseca que saiba tirar partido do plantel que tem ao seu dispor, o que significa, uma equipa mais ofensiva, aproveitando o embalo de jogar em casa, com Quintero solto nas costas de Jackson Martinez e sem abdicar da experiência do trio de jogadores de meio campo. Nas alas, Licá e Varela talvez não sejam a solução ideal mas, olhando para as alternativas, com Kelvin relegado para o esquecimento e porque Josué não é um extremo, quem não tem cão caça com gato.

Depois daquilo que (não) jogou esta jornada, contra o Belenenses, do Benfica dir-se-ía estar fresco (pudera!) para encarar o jogo de Paris com entusiasmo e carácter, tudo aquilo que faltou na Luz e que deve ser levado na bagagem, em doses suficientes para dar e vender. Nas bancadas não faltará o apoio dos adeptos portugueses e no relvado, a dinâmica e o jogo vertical e fluído, feito de contra ataques rápidos. Mas para que isso aconteça, que é como quem diz, jogar com identidade, será necessário que Matic arrepie caminho na sua adaptação à posição 8 ou, ao invés, que este regresse ao seu posicionamento recuado, recolhendo Perez ás origens e fazendo avançar Gaitán para extremo direito. Na frente, de forma a tirar partido do melhor Markovic, talvez a sua posição ideal seja como segundo avançado, no apoio a Cardozo.



Em suma, numa jornada de luxo, sejam quais forem os resultados dos clubes portugueses, a sua sorte não ficará hipotecada para o futuro de ambos na competição, no entanto, dos dois, o Porto será aquele que, aparentemente, terá mais a perder em caso de derrota, já que, desperdiçar pontos em casa contra o seu rival directo no apuramento, colocará a equipa azul e branca em posição desfavorável. O Benfica entrará em campo mais preocupado em não perder do que a buscar a vitória, na certeza de que sair da cidade luz com pontos lhe dará margem de conforto para eventuais tropeções no futuro.

A ver vamos, como diria o ceguinho.



domingo, 29 de setembro de 2013

Frases da Semana

      "Este pelo menos foi dentro da área..." 

Paulo Fonseca, treinador do FC Porto, sobre a grande penalidade assinalada contra o Vitória de Guimarães.
Paulo Fonseca

"Não sei se há faixas encomendadas..." 
 Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, após o empate do Benfica vs Belenenses.
Luis Filipe Vieira





sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Previsões para a 6ª Jornada

A próxima jornada da Liga promete o regresso do circo ou até pode ser que o futebol jogado nem seja
 o palhaço pobre...

Cabeças de cartaz:

O Porto recebe o Vitória de Guimarães na ressaca do comprometedor empate  averbado no Estoril e não  deverá  permitir que a crise se instale no Dragão. Os azuis e brancos vão  entrar a matar, firmemente decididos a prestar as exéquias aos fundadores, de forma a preservar a poupança necessária  para o confronto com o Atlético de Madrid, a meio da próxima semana para a Champions League. A primeira parte será decisiva para a obtenção dos 3 pontos, sob pena do jogo obrigar a esforços redobrados. Resta saber o papel que a equipa de Rui Vitoria estará disposto  a representar. Resultado previsível: 2-0.
Previsão: 2-0

Para a Luz, a receita é a mesma, querendo o Benfica resolver a contenda com a brevidade possível e o Belenenses arrastá-la pelo tempo, na esperança de provocar uma surpresa, especialmente Miguel Rosa, desejoso em provar qualidades nunca aproveitadas na sua anterior casa. Será um Benfica mais consistente e moralizado por ver minguada a diferença pontual para os primeiros, mas obrigado a mostrar bem mais futebol do que o que tem demonstrado até aqui. Resultado Previsível: 3-1.
Previsão: 3-1

Para Braga está guardado o petisco da jornada, com o confronto entre dois Sporting, de cores bem diferentes mas tanto em comum, a começar pelos treinadores e a acabar nos objectivos - dois candidatos que fingem não o ser. Resta saber a qual dos dois saberá a indigesto e até pode ser que resolvam dividir as maleitas quando for para pagar a conta. Resultado previsível: 1-1.
Previsão: 1-1









sábado, 21 de setembro de 2013

Cimeira europeia na Liga


Em semana europeia, ocorre a curiosidade de quatro dos representantes portugueses se defrontarem entre si em jogos de elevado grau de dificuldade. 

O FC Porto desloca-se à Amoreira para defrontar o Estoril, uma equipa personalizada e habituada a olhar o adversário nos olhos. Porem, a aventura europeia desta quinta feira, deverá ressentir-se na dinâmica amarela e a vitória não deverá fugir aos azuis e brancos desde que estes joguem a um nível diferente daquele que exibiram em Viena.

O Benfica visita Guimarães. O Vitória vem de uma jornada uefeira moralizadora e esta época construiu uma equipa de respeito, pelo que só um Benfica de alto nível poderá sair vivo do Afonso Henriques, para mais com a pressão acrescida de não poder tropeçar sob pena de se atrasar irremediavelmente em direcção ao título. 


Em Alvalade, o Sporting a surfar na crista da onda, deverá arrecadar 
mais três pontos frente ao Rio Ave e poderá sair desta jornada na posição de líder. A ver vamos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sambú e Cassamá no FC Porto

Sem fazer muitas ondas e antes que as aves de rapina se fizessem ao poiso, o FC Porto lá deu mais uma lição de bem saber lidar com o mercado das carnes frescas, garantindo de uma assentada, mais dois jogadores para a sua formação, acabadinhos de chegar de... Alcochete, mas sem passar pela boca do lobo, deixando Cátio Baldé e sua partener (Bebiano Gomes) a maldizer os "morcões" por os ter levado à certa.
Cassamá

Sambú e Cassamá; respectivamente, médio ofensivo e ponta de lança; têm quinze anos e o seu empresário preparava-se para discutir a renovação contratual com os leões, mas, numa ultrapassagem pela direita, os azuis anteciparam-se a esse desfecho, negociando directamente com os pais dos projectos de estrela. 

E pronto, enquanto uns cantam de gato, outros, calados se entretêm a untar os traseiros daqueles com manteiga. Bruno de Carvalho, tão expedito em renovar até com as senhoras da limpeza do balneário verde, lá se esqueceu destes dois. A ver vamos  como um dia esta estória será recordada.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Causas e efeitos da Mistica (ou falta dela)

O futebol é o mais feminino dos temas assexuados.

É certo e sabido que, no que toca ao futebol, a isenção é uma quimera só comparável à de transformar um político num animal honesto, sobretudo quando toca à rivalidade comparativa da grandeza dos clubes. Neste particular a verdade é volúvel, mudando de padrão na perspectiva das lentes com as quais se enxergam os factos, numa cegueira generalizada que radica dos fundilhos da alma, onde a razão é mais fina e por isso, mais vulnerável ao desgaste da paixão. 

Por mais "isentos" que sejamos e por mais redutora que seja a nossa clubite superlativa, nada obsta a que se use do bom senso quando nos prestamos a verberar sobre virtudes e defeitos dos nossos mais que tudo (É verdade mulheres, por mais que vos doa, o clube é a ultima coisa que trocaremos num momento de crise sentimental). 

Consideremos o FC Porto e o SL Benfica, as duas e únicas  - Mesmo! Por mais que outros penetras peçam meças a essa condição -  superpotências internas no que toca ao futebol. Época após época, no intervalo dos jogos, vai-se entretendo o andor nos painéis de sábios, opinadores e demais paineleiros, que se multiplicam pelos diversos órgãos de  difusão da palavra, como fungos em ramo verde, dissertando sobre poderes hegemónicos por entre teorias mais ou menos conspiratórias ou simplesmente alegóricas para mostrar que a sua virtude é maior do que a do vizinho. E é aqui que a porca torce o rabo. Como meninos crescidos, todos devíamos saber que quantidade não é necessariamente qualidade. De que vale ter o proveito sem aproveitar a fama?...
João Pinto

No que toca a números, é por demais evidente a supremacia do Porto nos últimos trinta anos, relativamente ao Benfica, como também não deixa de ser verdade que até essa fronteira temporal foi dos encarnados essa supremacia. 

Debruçemo-nos pois sobre as razões que conduziram à troca de testemunhos na posição charneira do futebol português. Mais do que questiúnculas de secretaria, de lobbys ou de fruta fresca ("sei que não vou por aí"...) as evidências confirmam que existe um pormenor que vai fazendo a diferença quando se trata de enunciar a força motriz que conduz à vitória. A mística é a identidade de um clube, radicada no espirito de grupo, na ambição e no carácter. 

A mística não nasce das árvores nem se compra nos bancos ou nos investidores, não nasce de geração expontãnea nem se importa da América do Sul. Nasce das memórias e dos exemplos transmitidos de dentro para fora no confronto natural de gerações que se substituem na condição de transmissores dos valores. 
Vítor Paneira

Até final dos anos 80, os planteis de FC Porto e SL Benfica eram eminentemente compostos por jogadores portugueses que se perpetuavam no clube como faces visíveis do "ser portista" ou do "ser benfiquista", comandados por direcções competentes e conhecedoras das sensibilidades próprias do meio ambiente futebolístico. A década seguinte porem marcou uma viragem profunda neste cenário de equilíbrio de valores. A par com a liberalização do mercado e a consequente sociedade das nações em que transformou o jogo, o Benfica  mergulhou no degredo profundo para o qual foi conduzido pós João Santos, por sucessivas direcções descabeladas e incompetentes ou à mercê de chicos espertos de ocasião que transformaram o clube numa agremiação descaracterizada e à deriva. Foram-se os dedos e os aneis. Os planteis perderam os exemplos internos e a mistica transformou-se numa mera alusão temporal.

Se na ultima década o clube voltou a navegar em águas tranquilas e a bater-se por essa hegemonia, não deixa de ser verdade que a mística vencedora não passa ainda de uma esperança encarnada, com muito para andar até se sedimentar na própria história do clube. Mas para arrepiar caminho importa não alimentar a saciedade com desculpas redutoras como arbitragens e sorte, é que uma mentira repetida muitas vezes, transforma-se em verdade, veja-se o caso do Sporting.

  

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Treinadores de Café. Fanã, o Calimero português.

- Fanã. Então o que dizes da Liga?
- Isto anda tudo inquinado. Parece o Tranção em maré cheia.
- Como assim homem. Não me digas que é a conversa do costume.
- Conversa do costume? Que é que queres dizer com isso?
- Então, o costume. O Sporting anda a ser roubado, prejudicado...
-... E sodomizado.
- Se tu o dizes...
- Não me digas que não tenho razão. Isto agora é roubar à Capela.
- Lá estás tu sempre a vêr o copo meio vazio.
- Não é meio. O copo está entornado, é o que é.
- Não digas isso. Vêndo bem as coisas nem tens grande razão de queixa.
- Ai não? Como é lá isso?
- O Porto vai em segundo, raramente é prejudicado pelos senhores do apito e chega-se sempre à frente para proteger a sua concubina.
- Con... quê?
- Esqueçe. Devias é andar contente. Assim como assim, o teu parente do Norte lá vai garantindo sustento na Liga dos Campeões e assim sempre te pode oferecer umas raspas. Qualquer dia vem buscar o Carrillo e o Labyad e ainda ficas com direito a uma percentagem de uma futura transferência. Ena, ena. Isso não é bom?
- Bem, deixa-me mas é ir embora, que já falaste melhor.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ventos de leste

E de repente o Sporting acabou por reforçar as suas expectativas para o que resta da época (isto se conseguir livra-se da despromoção) e deve estar bem aliviado por ver partir, de uma assentada, dois dos craques superlativos dos seus maiores rivais. Hulk e Witsel, atraídos pelo dinheiro, zarparam atrás dos rublos e do calor de S. Petersburgo (dasse!). Quem recusaria uma liga tão mediática quanto a liga russa? pois, pois. O que é certo que enquanto os dois clubes portugueses aproveitam para equilibrar as contas e encher os bolsos aos intermediários, as suas equipas de futebol ficam mais fracas. Bem, a verdade é que não deixam de ser dois bons negócios, especialmente o de Witsel. O problema é que se foram os anéis e já não há tempo para ir ás compras...

Ontem à noite na RTP informação, Carlos Daniel resumiu numa frase feliz, as consequências imediatas destas duas transferências: "O Porto perde o seu desequilibrador e o Benfica perde um equilibrador". É certo que os adeptos do Dragão deixam de contar com o seu super-herói favorito mas continuarão a centrar o seu jogo no equilíbrio e não deverão sentir dificuldades de maior para enfrentar as suas obrigações. Já o clube da Luz, parece ferido de morte ao perder, de uma penada, o centro nevrálgico de qualquer equipa que se preze. Com o meio campo reduzido a Matic e a Carlos Martins(!?) Jorge Jesus vai ter de meter os putos na incubadora e repescar André Almeida e André Gomes mais cedo do que era suposto. Espera-se que estes não venham a sofrer as dores do crescimento e que o mister faça jus á nomenclatura milagreira...


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Benfica campeão nacional de Basquetebol

Os jogadores de basquetebol do Benfica estão retidos no balneário do pavilhão do FC Porto enquanto aguardam por instruções da policia para sair do recinto. As virgens púdicas que se inflamaram com a rega da época passada em pleno relvado da Luz são as mesmas que permitem o clima de intimidação permanente para quem visita aquele recinto. 

São lamentáveis as cenas a que se assistiu no final do jogo por parte dos adeptos da casa. Claro que o FC Porto não é o rosto dos delinquentes que o "apoiam" mas daquela maioria que apenas sofre com a sua paixão com a mesma dignidade com a qual aceita a derrota. Talvez os dirigentes do clube não saibam nada disto. Talvez os delinquentes tenham carta branca para poder e querer. Talvez...
Tantos anos depois estes tiques de provincianismo ressabiado já não fazem sentido num clube como o FC Porto.

O Benfica levou a melhor na negra da liga de basquetebol, derrotando o FC Porto no Dragão Caixa por 56-53 no quinto jogo do play off




sábado, 12 de maio de 2012

O que parece nem sempre é...

"Na casa do Benfica é o Jesus que segura a direção.»
  
Pinto da Costa


No mundo do futebol, é natural a fixação entre dois galos que reivindicam o mesmo poleiro. FC Porto e Benfica passam a vida ás bicadas, com clara vantagem para os do norte, que até têm um presidente com pinto no nome, mas que na verdade é um velho galo de capoeira. 

É comum, da parte dos vencidos, com a típica dor de corno de quem tem mau perder, se ponham a cacarejar na procura por encobrir fora do campo as frustrações averbadas nas quatro linhas. O que já não será tão natural é a preocupação do líder papal em versar; como nos últimos dias; sobre a vida alheia em tom ressabiado, o que num vencedor, é algo no mínimo estranho. 

Os bitaites do presidente dos dragões demonstram duas coisas. Primeira, que parece andar mais bem informado sobre a vida interna do Benfica do que o próprio presidente do clube de Lisboa, segunda, tal interesse configura uma espécie de complexo de Édipo, que Freud pode muito bem explicar. 

Mas o maior sintoma é o de que o "dono" dos azuis e brancos preferia a saída de Jesus do comando técnico das "papoilas saltitantes" numa irónica osmose  com alguns adeptos benfuquistas. Claro está que, esperto como é, Pinto da Costa sabe que um Benfica sem JJ seria um Benfica mais vulnerável. É que PC sabe melhor do que ninguém que o título deste ano caiu do céu aos trambolhões, graças aos tropeções do ríval e ao colo do Íncrível do que propriamente pelo mérito do seu futebol.

Se Jesus fosse escorraçado do Benfica, Pinto da Costa não deixaria de aproveitar a oportunidade de provocar o rival, oferecendo-lhe a cadeira de sonho.

Bem vistas as coisas, não será que Jesus segura Pereira?...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sensibilidade e bom senso

"O Conselho de Justiça aceitou o recurso apresentado pelo FC Porto, com base no regulamento da própria liga, que obriga a que as alterações ao quadro competitivo, dentro da mesma época, sejam aprovadas por unanimidade." 

in, Bola Branca

Depois de muitas movimentações, lobbys e grupelhos, com cidades de milagres pelo meio, eis que, por acção do FC Porto, se estancou a hemorragia do alargamento, a reboque de uma promessa eleitoralista do presidente da Liga de Clubes com a qual alguns (quase todos) dirigentes oportunistas procuraram usar de esperteza saloia. 

Como já não acredito em boas intenções no futebol português, resta saber das verdadeiras intenções de tal altruísmo. No entanto e quanto mais não seja, para grandes males grandes remédios. Uns Mandam, os outros obedecem.




terça-feira, 27 de março de 2012

O verdadeiro mister


Rui Santos: "FC Porto não tem treinador, está em piloto-automático"

Comentador do Relvado aponta que nunca o clube esteve "debaixo dos comandos de Pinto da Costa" como nesta época e fala ainda do "mistério Cristian Rodríguez".
In, Relvado

A julgar pela opinião sempre tão oportuna deste mestre do mexerico e da conspiração, só ultrapassado na sua arte, pelo grande Octávio Machado, Pinto da Costa parece ter encontrado o ser alter-ego num qualquer espelho do Dragão, antecipando a sua vocação de treinador e, ao que parece, tem uma longa carreira pela frente. Desta forma, O futuro presidente dos azuis desvenda o mistério por detrás da transformação de areia em ouro provando  que os últimos treinadores do clube não passaram de testas de ferro do verdadeiro mister, numa demonstração de humildade que não lhe era conhecida. Juntando os títulos por ele averbados, temos que, ao pé dele, Mourinho não passa de um modesto aprendiz de feitiçeiro. É caso para dizer, assim se vê a força do PC.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...