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sábado, 6 de abril de 2013

A (in)justiça dos caciques

Em mais uma decisão grandiosa, a Liga decidiu aprovar o alargamento do compeonato de forma a permitir o regresso do Boavista ao convívio com os grandes... caciques do futebol português. Mais uma vez se fez justiça á boa maneira cá da terra, por portas sombrias e travessas sinuosas, por força de uma oportuna prescrição de prazos processuais. 
Convem dizer que o Boavista foi relegado por coacção a equipa de arbitragem. Foi condenado na primeira instância e em todos os recursos subsequentes.  
Em face deste inusitado desvarío, os responsáveis pela justiça da Liga bem como todos os seus associados, deviam corar de vergonha, se a tivessem. Agora se percebem as promessas do presidente da Liga quanto ao alargamento; pois, antecipadamente, sabía das intenções orquestras nos bastidores; e a coincidência do regresso de João Loureiro ao local do crime.   

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Alertas


* O alargamento dos campeonatos profissionais de 16 para 18 clubes, na próxima temporada, foi aprovado na Assembleia Geral da Liga,

in, A Bola 



** Naval: Jogadores alvo de tentativa de aliciamento;

in, O Jogo


*** Briosa muda e concorda com alargamento;

in, O Jogo


* Não há volta a dar, os senhores da liga não ganham juízo e aprovam o alargamento. Perspectiva-se um aumento de receita de quatro milhões de euros. Será mesmo? A propósito de quê? Por alma de quem é que os patrocinadores vão querer aumentar o seu patrocínio a clubes que não lhe trarão retorno? 

** A ser verdade, estamos perante mais um caso de policia. O aliciamento a jogadores parece ser prática comum nestas alturas da época desde à muitos anos. É tudo mentira para vender jornais. Pois, pois. Pergunto-me o que seria se os expedientes dos génios da bola cá do sítio, fossem utilizados para promover positivamente um produto como o futebol português.

*** Todos nós temos direito a mudar de opinião. Na maior parte dos casos é um sinal de humildade e de inteligência. Desconfio que desta vez, só desta vez, tudo não passa de um expediente cobarde de gente sem carácter que, perante o desespero da descida eminente, promove a antítese do que antes tinha defendido. Há clubes que não merecem os dirigentes que têm.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Homenagem ao Feirense

Numa altura em que (alguns) clubes tentam destruir o futebol português com a ideia estapafúrdica de alargamento, agarrados a uma tendência portuguesa para viver dos subsídios, enquanto vivem na utopia dos orçamentos milionários, das contratações de sofríveis jogadores estrangeiros a quem acenam com promessas de ordenados "faz-de-conta" que depois nunca mais  pagam. Clubes geridos por delinquentes que a justiça teima em não meter na prisão. Clubes que não pagam impostos e que enchem os estádios de fantasmas. 

Numa época de clubes a fingir, não há regra sem excepção, por isso, ainda há quem viva com os pés no chão, lutando com a dignidade possível para sobreviver na lixeira do futebol indígena. Clubes como o Feirense, com um plantel construído, na sua maioria por futebolistas portugueses de qualidade como, Rabiola, Diogo Cunha, Henrique ou Ludovic, deviam merecer destaque pelo exotismo da sua realidade.  

Para grandes males grandes remédios, os dirigentes do clube da Feira parecem pertencer aquela espécie rara de gente séria, tão desfasada do Futebolês. Bem me lembro, do Feirense ter sido durante muito tempo um clube constituído somente por jogadores portugueses e hoje em dia são poucos os estrangeiros que o representam, sendo mais valias para a equipa, como Bamba ou Luciano. Enquanto tantos falam, púdicos e ofendidos na verdade desportiva (não é sr. Fiúza?) este pequeno clube da AF Aveiro, vai mantendo a cabeça fora de água, acreditando que a sobrevivência na primeira liga é possível, sem ser por via de decisões de secretaria. Por mim, sou um simpatizante, tal como do Paços de Ferreira, da mesma lavra. Espero que clubes destes estejam sempre entre os melhores porque jogam futebol e não vivem acima das possibilidades. Mais valem poucos mas bons do que muitos e maus. Bem hajam.  


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Teorias da batata

Fala-se do alargamento da Liga portuguesa para 18 clubes, como quem descobriu o elixir da eterna juventude. Em teoria, diz quem defende a ideia peregrina, é uma forma de aumentar as receitas dos clubes. Claro que sim.  O que não será do Leiria, a possibilidade de encher de moscas por mais duas vezes? A teoria da batata. Vale o que vale. conversa de encher chouriços daqueles que se movem em bicos de pés, com o único objectivo de ir vivendo ou sobrevivendo no convívio dos grandes. O clubes quiseram, os clubes fazem. Os clubes falidos, à semelhança do país e dos seus politiqueiros, num regabofe de compadrios e de incompetência premiada. O que nos vale são os Ronaldos e os  Mourinhos para fingir que o mundo pula e avança em alegre harmonia. 

Por falar em alargamento. Falemos de encolhimento. Como teoria rizomática talvez fosse melhor reduzir o número de clubes da primeira Liga para 12. Campeonato a duas voltas, com apuramento dos oito primeiros para um play off e direito a final à melhor de 3. Diminuindo os clubes, aumentariam as suas receitas televisivas e publicitárias, ao mesmo tempo que se repetiriam os clássicos e consequentemente os seus dividendos. É apenas uma ideia.  O que acham?



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