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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A profissionalização da arbitragem



Parece que é definitivo. A FPF vai avançar para a profissionalização da arbitragem.

Ao longo dos anos, muito se tem falado sobre a questão, com a maioria das opiniões a pender maioritariamente para o lado da profissionalização, sob o pretexto de melhorar a qualidade dos juízos e diminuir a suspeição que desde sempre impende sobre a classe.  

Num plano meramente teórico, tudo leva a crer que a decisão agora tomada pela direcção federativa parece ser a mais adequada. Desde logo porque um grupo de juízes dedicados em exclusivo à sua função cria condições para um desempenho mais rigoroso já que, por essa via, as equipas de arbitragem passam a dispor de mais tempo para uma preparação mais meticulosa para as suas funções e porque, numa modalidade profissional e de elite não fará sentido excluir a arbitragem desta realidade.

No entanto não é lícito que, a concretizar-se, a medida  por si signifique arbitragens de maior qualidade ou que essa erradique a suspeição sobre a classe, tornando-a aliás mais vulnerável à critica, por estar sujeita a menos tolerância na análise do seu desempenho. 

Nesta medida, importa definir os critérios para a profissionalização dos árbitros. Qual o número de juízes a beneficiar desse estatuto e que critérios estarão subjacentes à escolha desses elementos. Se este se basearem na classificação estabelecida pelo conselho de arbitragem, desde logo o processo nasce inquinado. Todos nos recordamos das peripécias com o processo classificativo no final da época passada, com arrufos e trocas de galhardetes entre o conselho e os árbitros. 

Num mesmo plano, importa redefinir o estatuto de observador, processo que actualmente vive embrenhado numa atmosfera nebulosa, desempenhado por elementos sem preparação e tantas vezes manipulados nos bastidores para cozinhar classificações. 

No fim de contas, profissionalizar sem moralizar mais não será do que maquilhar uma classe. Resta-nos o benefício da dúvida e acreditar que as boas intenções produzirão frutos novos e saudáveis de que o futebol português tanto precisa para se credibilizar. 

Cá estaremos para ver.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Glória aos laterais e outros figurantes

A posição de #lateral tem hoje uma abrangência de conceitos que difere, em muito, da forma clássica como era encarado o "defesa direito/esquerdo" de antigamente.

Quando falamos de um defesa lateral podemos não estar a falar de um ala e vice versa. O conceito muda, de acordo com a acção específica que cada treinador preconiza para o seu modelo de jogo. Assim, numa equipa com iniciativa atacante, como os "grandes", esta posição é eminentemente ofensiva e crucial na criação de desequilíbrios atacantes, dando profundidade ao jogo colectivo. Nas equipas de "tracção a trás", esta função é mais posicional, vocacionada para a marcação e o apoio do espaço central.

A formatação desta posição específica não é fácil, pois ao lateral moderno, mesmo entre os clubes de menor dimensão, exige-se que seja completo ou seja, com disponibilidade física e cultura táctica para se dividir entre o impulso atacante e a compensação defensiva, momentos eminentemente antagónicos e na maior parte dos casos, inconciliáveis. Daí que, num exercício de memória sejam poucos os jogadores dignos de figurar entre a elite dos "cromos" da bola a nível mundial e que tenham feito carreira a lateral. Digam lá se não foi um encanto ver jogar #Roberto Carlos ou #Paolo Maldini? Que dizer de #Maicon ou de #Philipp Lahm que por estes dias são dois dos expoentes máximos da especialidade?





Outro dia, quando vi as declarações de #Jamie Carragher na Sky Sports, parodiando #Gary Neville, afirmando que ninguém queria ser como ele, recordei-me dos treinos de captação que cheguei a frequentar e onde, invariavelmente, o "mister" nos encostava a defesa direito/esquerdo quando nos perguntava em que posição queríamos jogar e a malta, encolhida, respondia: qualquer uma. 

Não é por acaso que em Portugal esta posição específica percorre uma travessia no deserto, de à uns anos a esta parte. Normalmente os laterais nascem de segunda geração, enxertados de extremo ou de defesa central. É uma questão cultural ou de falta dela. 

Assim sendo, parece fundamental estabelecer planos congregados de planeamento e formação especifica posicional, visando alimentar o espaço da #Selecção com soluções viáveis e de qualidade, não só a lateral mas (e de que maneira) a ponta de lança. Este trabalho, coordenado pelos técnicos da #Federação, desenvolver-se-ía ao nível dos clubes e reuniria a experiência e o saber dos melhores executantes nacionais (do passado e do presente) ou mesmo recrutados no espaço internacional.

Claro que estratégias deste género obrigariam a uma reflexão conjunta dos agentes desportivos do futebol português e a um esforço congregado para a acção, o que, com dirigentes destes, mais interessados em atear fogos e a colher tempestades, não passaria de mera utopia.

sábado, 23 de junho de 2012

Platinados...

UEFA abre procedimento disciplinar por tentativa de invasão de campo por adepto português

Foto SIC


"A UEFA anunciou hoje ter aberto um procedimento disciplinar à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) devido à tentativa de invasão de campo de um adepto luso, no jogo dos quartos de final do Euro2012, frente à República Checa."


in SIC.pt

Pois é, lá está o Sr. Platini a querer arranjar motivos para denegrir a imagem da selecção Portuguesa, instaurando um processo disciplinar por ter havido a TENTATIVA de invasão de campo por um adepto Português. Não deixa de ser caricato quando a os responsáveis pela segurança nos jogos do Euro são aqueles que querem penalizar Portugal...enfim Platinices....

terça-feira, 29 de maio de 2012

Scolari: O fingidor

Afinal o sargentão não passava de um pau mandado que andava a reboque dos ditadores da nação futebolística nacional. confesso que não faço parte daquela massa crítica de detractores do trabalho de Scolari que, durante cinco anos andaram entretidos em destilar argumentos mal amanhados para justificar o sentimento de antipatia pelo homem. Ele pode até nem ser nenhum génio da bola mas - caramba! - foi campeão do Mundo e quase campeão europeu, ensinando os portugueses a sentir e a exibir orgulho pela sua equipa nacional. 

Porem, as declarações proferidas à RTP roçam o ridículo e denotam o assumir do verdadeiro carácter do brasileiro. Ao justificar a não-convocação de Baía para a selecção como sendo encomenda de Pinto da Costa e de mais uns quantos funcionários federativos, o treinador brasileiro demonstrou a sua falta de coragem e até estupidez ao fiar-se em sopros de orelha para definir as "suas" escolhas. Se fosse tão senhor do seu nariz quanto gostava de fazer passar para a opinião pública, o senhor Scolari teria escutado o próprio jogador e os colegas de selecção antes de crucificar o guarda-redes. 

Afinal andámos a sustentar alguém que andou a gozar com toda a gente. Esquecer-se-á Scolari que, antes de humilhar aqueles que nele acreditavam, humilhou-se a ele próprio ao dar uma imagem de galinha. Se estas coisas transpiram para o Brasil, talvez o soldado raso Scolari, tenha começado hoje a reunir as memórias daquele que um dia se fez passar por treinador.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Os clubes bons vão para o inferno, os outros...

Irónicamente ou talvez não, a última jornada da liga Zon Sagres veio a confirmar a despromoção de um clube cumpridor das suas obrigações salariais. O Feirense é o reflexo visível de um país onde ser irresponsável e incumpridor é a regra, quando, a haver seriedade no meio, outros teriam sido relegados por faltarem à verdade desportiva. 

A liga aprova critérios artificiais, finge que inspecciona e depois assobia para o lado como quem faz o que pode. Esperemos que os dirigentes do Feirense não resolvam atirar a toalha ao chão e juntar-se á fartar vilanagem que anda por aí, ao jeito de, se não podes vencê-los junta-te a eles.

A justiça tarda mas não falha e em breve teremos o Feirense de novo no lugar que merece. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Os Quistos (sebosos) da Selecção Nacional

O recente caso da ausência de Danny da Selecção Portuguesa deverá levar os responsáveis da Federação a tomar uma posição efectiva de força perante as instâncias internacionais pois, a propalada intervenção cirúrgica  para remover um quisto sebáceo mais não é do que uma manobra "subtil" para protelar a presença de um jogador em jogos de crucial importância para o futuro da equipa de todos nós. Sim, são os clubes quem paga os ordenados principescos dos jogadores. Não, não é passível de ligeireza aceitar esta razão para tal ausência. Não deveria o departamento médico de Portugal pronunciar-se sobre a situação clínica de Danny? E depois desta jornada dupla, qual o papel da federação? Irá assobiar para o lado fingindo que nada aconteceu, permitindo que, de forma tão ostensiva se brinque com um país? Se assim for, não restará outra alternativa do que aceitar que, amanhã outros "Dannys" sejam impedidos de alinhar pelo seu país a despeito de uma cólica, um Herpes labial ou um simples amuo "Carvalhiano"! 


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